A Ducati e a marca Senna organizaram pela primeira vez uma ação histórica no Autódromo de Interlagos, o templo do automobilismo, para marcar os 35 anos da primeira vitória de Senna no Brasil. Essa homenagem juntou as três motos mais icônicas criadas pela fabricante italiana, em tributo ao tricampeão mundial de Fórmula 1. Os modelos foram postos no ‘S do Senna’, trecho logo após a reta dos boxes, que leva o nome do piloto, onde o próprio auxiliou a construir. A ação também fortalece os mais de 30 anos de união entre a Ducati e a marca Senna, inaugurada em 1990.
A conexão de Senna com motos foi muito popular fora das pistas, já que ele tinha curiosidade pelas motocicletas esportivas e colaborou diretamente com a criação da Ducati 916 Senna, o primeiro modelo da série batizada em sua homenagem.
Confira as motos presentes abaixo!
Ducati 916 Senna
Lançada em 1994, foi o primeiro modelo da linha, com a colaboração de Senna em sua construção e fez sua estreia no mercado com série limitada de 301 unidades. Ela trazia componentes em fibra de carbono, com uma combinação chamativa frisada pelas rodas em laranja e um motor de 916 cm³ de 114 cv e velocidade máxima de 263km/h, com o 0 a 100 km/h de 3,1 segundos.
Panigale 1199 Senna
Já em 2014, a Ducati estreou a Panigale 1199 Senna com apenas 161 unidades, um número selecionado em relação ao número de quantidade de prêmios disputados por Senna na Fórmula 1. A moto trazia um motor Superquadro bicilíndrico de 195 cv e pesava 166,5 quilos. De acordo com a Ducati, sua velocidade máxima era de 298 km/h, com um 0 a 100 km/h de três segundos.
Monster 937 Senna
Em 2024 era lançada a Ducati Monster 937 Senna, trazendo uma pintura baseada nas cores do capacete do piloto, que nasceu no kart e foi utilizada ao longo de sua carreira. Estreada no GP de Ímola, na Itália, durante as homenagens globais pelos 30 anos do legado de Senna, a produção também foi limitada a 341 unidades, referenciando os três títulos mundiais e as 41 vitórias alcançadas pelo brasileiro na Fórmula 1.
Com o motor Testatretta de 911 cm³ de 111 cv e velocidade máxima de 230 km/h de 0 a 100 de aproximadamente 3,5 segundos, ela teve todas as suas unidades vendidas em até 72 horas após sua estreia, de acordo com a Ducati.
Templo do Automobilismo
A preferência de Interlagos para juntar as três motos está relacionada ao legado do piloto no circuito paulista. Em 1991, Senna garantiu sua primeira vitória no Brasil, classificada como uma das corridas mais simbólicas de sua trajetória. Bianca Senna, CEO da Senna Brands e sobrinha do piloto, realçou que essa proposta busca preservar o legado do piloto.
Ao longo do evento, Daniel Paixão, CEO da Ducati no Brasil, conduziu a unidade 001 da Monster Senna pelo circuito.








