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Descubra por que donos de carros de luxo 'evitam' pagar o IPVA, e as consequências dessa escolha

Mesmo com valores milionários diversos modelos de luxo circulam com impostos atrasados

Gabriel Fernandes

Publicado em 06/02/2026 às 17:00

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Por mais que muitos donos destes modelos sigam à risca essas opções, a prática pode gerar prejuízos / Jae P/Pexels

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Ao começar o ano, muitos proprietários de veículos se atentam às regras dos impostos obrigatórios, como o IPVA. Entretanto, mesmo que alguns modelos já não necessitem arcar com essas taxas, proprietários de carros de luxo, em grande parte, optam por não pagá-los, e a possível justificativa para isso foi descoberta.

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Segundo a Tabela Fipe, a alíquota do IPVA é de 4% sobre o valor do veículo. No caso de carros de luxo, cujos valores podem ultrapassar os R$ 8 milhões, os proprietários teriam que arcar com cerca de R$ 200 mil ou mais em impostos.

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Justificativas

Muitos proprietários preferem utilizar os valores que seriam destinados aos impostos em aplicações financeiras que rendem muito mais dinheiro.

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Além disso, com o propósito de obter blindagem fiscal, registrar os carros em nome de empresas pode ajudar a "blindar" o dono do veículo contra infrações.

A prescrição da dívida, que é a perda do direito do Estado de cobrar o IPVA, acontece após 5 anos. A demora para que ocorra a inscrição na dívida ativa também contribui para diminuir o receio de deixar de pagar o imposto.

Entre os modelos com a maior taxa de inadimplência no estado de São Paulo, estão marcas como Rolls Royce, Ferrari e Lamborghini.

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Segundo a Tabela Fipe, a alíquota do IPVA é de 4% sobre o valor do veículo (Arvind Shakya/Pexels)
Segundo a Tabela Fipe, a alíquota do IPVA é de 4% sobre o valor do veículo (Arvind Shakya/Pexels)
No caso de carros de luxo, cujos valores podem ultrapassar os R$ 8 milhões, os proprietários teriam que arcar com cerca de R$ 200 mil ou mais em impostos (Pixabay/Pexels)
No caso de carros de luxo, cujos valores podem ultrapassar os R$ 8 milhões, os proprietários teriam que arcar com cerca de R$ 200 mil ou mais em impostos (Pixabay/Pexels)
Muitos proprietários preferem utilizar os valores que seriam destinados aos impostos em aplicações financeiras que rendem muito mais dinheiro (Abdo Alshreef/Pexels)
Muitos proprietários preferem utilizar os valores que seriam destinados aos impostos em aplicações financeiras que rendem muito mais dinheiro (Abdo Alshreef/Pexels)
Entre as consequências de não quitar o IPVA, as penalidades vão desde o impedimento do licenciamento (o que torna a circulação ilegal) até a inclusão do proprietário no SPC/Serasa e a penhora de bens para a quitação do débito (Jae P/Pexels)
Entre as consequências de não quitar o IPVA, as penalidades vão desde o impedimento do licenciamento (o que torna a circulação ilegal) até a inclusão do proprietário no SPC/Serasa e a penhora de bens para a quitação do débito (Jae P/Pexels)

Consequências

Entre as consequências de não quitar o IPVA, as penalidades vão desde o impedimento do licenciamento (o que torna a circulação ilegal) até a inclusão do proprietário no SPC/Serasa e a penhora de bens para a quitação do débito.

Se o motorista for pego em uma blitz com o IPVA em aberto, as penalidades incluem multa de R$ 293,47 por circular sem licenciamento, 7 pontos na CNH e apreensão do veículo.

Os cidadãos que não recolherem o imposto também serão penalizados com multa de 0,33% por dia de atraso e juros de mora com base na taxa Selic; após 60 dias, o percentual é fixado em 20%.

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Caso a inadimplência persista, o valor sobe para 40%, além da inclusão do nome no Cadin Estadual e da cobrança mediante protesto pela Procuradoria-Geral do Estado.

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