Os carros da influenciadora Deolane Bezerra também foram apreendidos pela polícia nesta quinta-feira (21), mas um deles chamou mais atenção justamente por não ser vendido aqui no Brasil: o Cadillac Escalade. Ele foi importado de forma independente por ela, sujeito a diversos impostos. Por enquanto, a Cadillac não vende carros por aqui, mas a marca tem planos para chegar no país no último trimestre de 2026.
O Escalade
Segundo outros importadores, esse SUV custa cerca de R$ 2,1 milhões para ser transportado para o Brasil. Ele é considerado o veículo primordial da Cadillac, trazendo um motor V8 de 6.2 supercharged de 691cv e 89,9 kgfm de torque com 0 a 100km/h em aproximadamente 4,5 segundos, câmbio automático de dez marchas, rodas de 22”, tração integral e dimensões de 5,3 metros de comprimento.
No painel, uma tela de 55 polegadas equipa o conjunto, se estendendo por toda a cabine e no interior, acabamentos de madeira, couro e outros materiais nobres.
E como importar um carro para o Brasil?
O programa Mover determina regras para a importação de veículos no Brasil. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem efetuar esssa ação, desde que seja definida para uso próprio; existem empresas técnicas em prestar consultorias nesse quesito. Mas, é necessário ter atenção às condições e às exigências da legislação, e a burocracia é bem ampla, com o valor dos tributos podendo espantar.
Veja algumas etapas:
Depois de optar pelo veículo, é necessário averiguar se ele integra no critério ”novo”; ele não pode ter a quilometragem alta. A lei não necessariamente determina o limite, mas, cerca de 300km é aceito pela alfândega. Em alguns países, o carro é emplacado na fábrica, dificultando esse processo.
A seguir, é essencial apresentar documentos que comprovem a coerência de renda do CPF com a compra. O IBAMA também deve ser consultado para declarar a Licença de Importação; se o veículo não cumprir às regras de emissões e ruído, pode ser vetado nessa etapa.
O Denatran também faz parte desse processo: o órgão precisa conceder o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que confirma que o veículo está de em conformidade com as normas brasileiras.
E não para por aí…
Se o veículo estiver apto no país de origem, esse procedimento pode prorrogar até 90 dias. Além da grande documentação, importar um carro de forma independente inclui diferentes taxas e o custo de transporte: embarcação no país de origem, despacho em navio cargueiro e chegada no Brasil.
A manutenção e a garantia também é outro processo complicado, pois um modelo transferido de forma independente não é obrigatoriamente coberto pelas outras garantias fornecidas por aqui. Exemplificando: se alguém importar um Mustang 2.3 para o Brasil, a Ford não é obrigada a oferecer um serviço de garantia como faria com um Mustang GT, que é comercializado por aqui.



