Descoberta japonesa no Universo jovem revela um estado de transição violento que a ciência atual ainda não consegue explicar totalmente. / Reprodução/Nasa/JPL-Caltech
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Uma equipe de astrônomos japoneses identificou um buraco negro supermassivo que desafia as teorias atuais. Ele está crescendo a uma velocidade extraordinária, emitindo intensamente tanto raios X quanto ondas de rádio, uma combinação de fenômenos considerada impossível pelos modelos de crescimento de buracos negros existentes.
Publicada na The Astrophysical Journal, a descoberta envolve um buraco negro localizado no Universo primordial, quando ele tinha menos de 1,5 bilhão de anos. As observações, feitas com o Telescópio Subaru, revelaram que ele está acumulando gás a uma taxa 13 vezes superior ao "Limite de Eddington".
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Este limite é uma lei física básica que atua como um "controlador de velocidade" cósmico, regulando a velocidade máxima de alimentação de um buraco negro. Quando esse limite é ultrapassado, a radiação intensa normalmente empurra o gás para longe, suprimindo a emissão de raios X e ondas de rádio.
No entanto, este objeto apresenta justamente o contrário: enquanto devora matéria a uma taxa extrema, mantém simultaneamente uma brilhante coroa de raios X e um poderoso jato que emite ondas de rádio. Essa contradição indica que os mecanismos físicos por trás dos episódios de acreção mais violenta são mais complexos do que se imaginava.
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Os pesquisadores sugerem que o buraco negro pode estar passando por um breve estágio de transição. Uma avalanche súbita de gás pode tê-lo lançado em um estado supercrítico, enquanto estruturas emissoras de raios X e rádio, que normalmente seriam desativadas, permaneceram momentaneamente ativas antes do sistema se estabilizar.
A descoberta oferece uma rara janela para os processos de crescimento descontrolado que moldaram os buracos negros gigantes no cosmos jovem, forçando os cientistas a buscarem novas explicações para esses fenômenos extremos.