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Arqueólogos descobrem estruturas inéditas de cidade medieval no fundo de lago

Tecnologia robótica identificou construções, necrópole islâmica e sinais de expansão urbana no sítio de Toru-Aygyr

Nathalia Alves

Publicado em 12/01/2026 às 13:52

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Robôs mapeia estruturas do complexo de Toru-Aygyr, afundado há mais de 500 anos / Reprodução/Instituto de Arqueologia Russia

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Uma expedição arqueológica subaquática realizada ao longo de 2025 revelou novas estruturas do complexo medieval de Toru-Aygyr, uma cidade que prosperou entre os séculos X e XIII e afundou no lago Issyk-Kul no século XV.

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A pesquisa, conduzida por especialistas do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências e do Instituto B. Dzhamgerchinov do Quirguistão, empregou tecnologia robótica de ponta para explorar o sítio submerso.

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A equipe utilizou um sistema robótico subaquático capaz de monitorar o fundo do lago em tempo real, mapeando uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados. A tecnologia permitiu identificar estruturas preservadas, bases de árvores antigas e áreas-chave para futuras investigações.

Robôs subaquáticos mapearam cerca de 20 mil m² do fundo do lago Issyk-Kul, revelando estruturas preservadas da antiga cidade medieval de Toru-Aygy/ Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências
Robôs subaquáticos mapearam cerca de 20 mil m² do fundo do lago Issyk-Kul, revelando estruturas preservadas da antiga cidade medieval de Toru-Aygy/ Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências
Vista submersa do sítio arqueológico onde pesquisadores identificaram construções retangulares e vestígios urbanos dos séculos X ao XIII/ Foto de Anders Hakstun
Vista submersa do sítio arqueológico onde pesquisadores identificaram construções retangulares e vestígios urbanos dos séculos X ao XIII/ Foto de Anders Hakstun
Necrópole islâmica ameaçada pela erosão foi parcialmente resgatada para análises antropológicas e preservação histórica.Foto de Anders Hakstun
Necrópole islâmica ameaçada pela erosão foi parcialmente resgatada para análises antropológicas e preservação histórica.Foto de Anders Hakstun
Detalhes de um elemento arquitetônico de tijolos sugerem a existência de um edifício público decorado na cidade submersa.Foto de Anders Hakstun
Detalhes de um elemento arquitetônico de tijolos sugerem a existência de um edifício público decorado na cidade submersa.Foto de Anders Hakstun
A expedição reforça a importância de Toru-Aygyr como um dos principais complexos arqueológicos submersos da Ásia Central.Foto de Anders Hakstun
A expedição reforça a importância de Toru-Aygyr como um dos principais complexos arqueológicos submersos da Ásia Central.Foto de Anders Hakstun

Descoberta de necrópole islâmica ameaçada

Entre setembro e outubro, os pesquisadores concentraram-se na necrópole muçulmana de Toru-Aygyr, que ocupa uma área de cerca de 300 por 200 metros. As sepulturas, todas alinhadas em direção a Meca, estavam sendo erodidas pelo avanço das águas.

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Diante do risco de destruição, os arqueólogos resgataram duas sepulturas, uma masculina e outra feminina,  para permitir análises antropológicas detalhadas. "A ação foi necessária para preservar informações críticas sobre a população medieval da região", explicou um dos pesquisadores.

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Arquitetura revela expansão urbana

Além das sepulturas, a expedição identificou um elemento arquitetônico incomum de tijolo, sugerindo a existência de um edifício público decorado. A descoberta de três sepulturas mais antigas em outra parte do sítio indica que o assentamento se expandiu ao longo dos séculos, alterando o uso original do espaço.

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Em áreas de águas rasas, os pesquisadores encontraram estruturas retangulares preservadas no leito do lago e coletaram amostras de adobe e sedimentos para estudar as técnicas construtivas e as fases de desenvolvimento da cidade.

Importância histórica reforçada

Segundo comunicado do Instituto de Arqueologia russo, os achados consolidam Toru-Aygyr como um dos principais complexos arqueológicos submersos da Ásia Central.

"Esta pesquisa oferece uma janela única para compreender a vida urbana, as práticas funerárias e as transformações ambientais que levaram ao desaparecimento desta cidade medieval", afirmou a instituição.

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A expedição marca um avanço significativo no estudo arqueológico da região, combinando metodologias tradicionais com tecnologia de ponta para desvendar segredos guardados pelas águas há mais de cinco séculos.

 

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