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Amado Batista aparece em 'lista suja' de empregador de trabalho escravo

O cantor contestou as autuações do governo em Goiás e afirma que não houve resgate de trabalhadores em propriedades ligadas a seu nome

Giovanna Camiotto

Publicado em 08/04/2026 às 13:13

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Amado Batista apareceu na atualização da chamada 'lista suja' do trabalho escravo / Dílson Silva/AgNews

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O cantor Amado Batista apareceu na segunda-feira (6) na atualização da chamada "lista suja" do trabalho escravo, na qual são expostos pelo governo federal os nomes de empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. Ele desmentiu as informações

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O artista apareceu em duas autuações registradas em Goianápolis, na região metropolitana de Goiânia, em Goiás. Uma delas envolve 10 trabalhadores no Sítio Esperança, e a outra menciona quatro funcionários no Sítio Recanto da Mata. Ambas estão situadas na BR-060, na zona rural da cidade.

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Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a fazenda teria condições precárias de habitação, incluindo falta de cama e local adequado para as refeições sem mesas ou cadeiras. As fiscalizações foram realizadas em meados de 2024.

"O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de cama nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras", informou o MTE.

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Resposta da equipe

A equipe de Amado Batista afirmou que é "completamente falsa e inverídica" a informação de que 14 pessoas teriam sido resgatados dos imóveis do artista. "Não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente", declarou ao portal Metrópoles.

Além disso, a assessoria explicou que "ocorreu uma fiscalização em uma fazenda 'arrendada' pelo senhor Amado [Batista] para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores". A nota ainda esclareceu que essas pessoas eram contratadas por uma empresa terceirizada, que estaria responsável pela abertura da área de plantio.

A equipe complementou que foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2024 e que as obrigações com trabalhadores "foram integralmente pagas e quitadas". "Estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação", finalizou o texto.

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