Águas calmas e produtivas: o impacto da Lua Crescente nas marés da Baixada

A transição das marés mortas cria o ambiente perfeito para a pesca, diminuindo as correntezas e favorecendo o posicionamento no mar

Pescadores / Joedson Alves/Agência Brasil

Ao longo da fase Crescente, vivenciamos o fenômeno das marés pequenas / Joedson Alves/Agência Brasil

O sobe e desce das nossas praias é regido pela atração gravitacional que ocorre entre a Terra, o brilhante Sol e a Lua.

Com a chegada oficial da fase Crescente às 08h12 do dia 23 de maio de 2026, adentramos em um período em que o posicionamento desses astros resulta em uma força de atração mais moderada sobre os oceanos, condição que se manterá até a aproximação da Lua Cheia no dia 31 de maio.

Além de influenciar na rotina feminina, essa mecânica celeste altera a rotina marinha e o volume das águas em toda a costa brasileira. Longe do repuxo violento, o oceano agora oferece uma dinâmica mais controlada.

Isso nos guia diretamente para o ponto central da nossa costa litoral: como as correntes se comportam na Baixada Santista e quais as melhores táticas para quem vive da pesca. Veja algumas curiosidades sobre a Lua Crescente:

Correntezas amenas e produtividade na pesca

Ao longo desta fase, vivenciamos o fenômeno das marés pequenas, popularmente conhecidas entre os caiçaras como marés mortas. Nas praias de Santos e nas baías de São Vicente, isso se traduz em uma correnteza consideravelmente mais fraca.

Sem grandes e perigosas variações no nível da água, as orlas ficam bem mais seguras e as chances de ressacas surpresas despencam.

Para quem vai jogar a linha, a calmaria é uma grande aliada, pois facilita muito o posicionamento exato das iscas nos pesqueiros desejados.

Com um volume de água reduzido nas áreas de pesca, os peixes contam com um espaço menor para circular na sua busca por alimentação, o que pode aumentar a produtividade.

Os relatórios apontam que esse período luminoso no céu noturno classifica a pesca em rios como regular e a pesca no mar aberto como boa, já que a luminosidade fraca começa a fazer algumas espécies subirem para a superfície.

Para garantir o sucesso, a dica de ouro é focar nos dias de transição, pois as janelas de dois a três dias antes da mudança para a Lua Cheia costumam apresentar picos altíssimos de atividade alimentar dos cardumes.