Adeus poluentes: conheça a ‘superplanta’ que limpa o ar 30 vezes mais que as comuns

Desenvolvida por bioengenheiros, a Neo P1 é uma versão modificada da popular jiboia que captura poluentes cancerígenos dentro de casa

A Neo P1 não é apenas uma planta bonita / Reprodução/Neoplants

Ter plantas dentro de casa vai muito além da decoração; elas são aliadas conhecidas na melhoria da qualidade do ar. No entanto, uma startup parisiense de biotecnologia chamada Neoplants levou esse conceito a um nível científico sem precedentes.

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Após anos de pesquisa, uma equipe de 20 cientistas desenvolveu a “Neo P1”, uma superplanta projetada para ser até 30 vezes mais eficaz na filtragem de poluentes do que as plantas domésticas convencionais, como a jiboia (Epipremnum aureum), ou até mesmo a Espada de São Jorge.

A Neo P1 não é apenas uma planta bonita; ela funciona de forma semelhante a um filtro de ar de alta eficiência.

Enquanto as plantas comuns absorvem toxinas de forma limitada, esta versão biotecnológica foi modificada para focar em compostos orgânicos voláteis (COVs), que costumam ser até cinco vezes mais concentrados em ambientes fechados do que na rua.

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Esses poluentes são emitidos por objetos cotidianos, como produtos de limpeza, móveis, carpetes e tintas de parede.

Combate a substâncias cancerígenas

O grande diferencial da Neo P1 é sua capacidade de capturar e reciclar substâncias específicas que representam riscos graves à saúde. Segundo os desenvolvedores, a planta foca em quatro poluentes principais:

Formaldeído: Presente em resinas e colas de móveis.

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Benzeno: Encontrado em fumaça de cigarro e alguns tipos de plásticos.

Tolueno e Xilenos: Comuns em solventes e vernizes.

Essas substâncias estão diretamente associadas a doenças cardíacas, pulmonares e ao desenvolvimento de câncer.

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A superplanta foi geneticamente aprimorada para não apenas absorver esses gases, mas metabolizá-los com eficiência, transformando o que seria tóxico em nutrientes para seu próprio crescimento.

Tecnologia, custos e manutenção

Por se tratar de um produto de alta tecnologia, a Neo P1 exige um investimento superior ao de uma planta comum de floricultura.

O preço de lançamento foi estimado em US$ 179 (cerca de R$ 900), valor que inclui um vaso especial projetado para otimizar a circulação do ar e o microbioma do solo.

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Para quem busca uma alternativa, a empresa também lançou a “Neo Px” por US$ 119, que utiliza microrganismos otimizados para auxiliar na purificação.

A rotina de cuidados com a superplanta é surpreendentemente simples, assemelhando-se à de uma jiboia comum:

Rega: Durante o inverno, deve ser regada a cada três semanas; no verão, a frequência sobe para duas vezes ao mês.

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Reforço bacteriano: Uma vez por mês, o solo deve receber uma solução especial contendo bactérias que mantêm o equilíbrio do sistema de filtragem.

Ambiente: Prefere locais com iluminação indireta, adaptando-se bem a escritórios e salas.

O futuro da biotecnologia residencial

A Neoplants, fundada em 2018, já arrecadou mais de US$ 20 milhões em investimentos para manter seu laboratório de pesquisa em Paris. O objetivo da startup é utilizar a bioengenharia para criar “plantas com propósito”, transformando vegetais em ferramentas ativas de combate à poluição.

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Embora ainda seja um item de nicho com lista de espera, a Neo P1 representa o início de uma era onde a natureza e a engenharia genética trabalham juntas para criar lares mais saudáveis e seguros.