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Durante entrevista ao programa Dona da Casa, da rádio portuguesa Antena 3, a artista contou como precisou lutar para se defender de uma tentativa de abuso sofrida no início da adolescência
O episódio ocorreu enquanto Claudia, então com apenas 13 anos, estava sob os cuidados de um coreógrafo de confiança da família / Reprodução/Instagram
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Em um relato corajoso e detalhado, a atriz Claudia Raia relembrou um dos momentos mais difíceis de sua trajetória. Durante entrevista ao programa Dona da Casa, da rádio portuguesa Antena 3, a artista contou como precisou lutar para se defender de uma tentativa de abuso sofrida no início da adolescência, quando morava nos Estados Unidos.
O episódio ocorreu enquanto Claudia, então com apenas 13 anos, estava sob os cuidados de um coreógrafo de confiança da família. O que deveria ser um ambiente seguro de aprendizado artístico transformou-se em um cenário de pânico quando o profissional tentou avançar sobre a jovem bailarina.
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Claudia relatou que estava sozinha na casa com o coreógrafo quando a situação mudou drasticamente. "Ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu. E aí essa mão foi subindo", relembrou.
A reação da atriz foi imediata e guiada por uma lição valiosa que recebeu em casa. Segundo ela, sua mãe sempre a orientou a reagir caso alguém a tocasse sem consentimento. Ao notar o perigo, Claudia não hesitou: pegou uma coruja de cristal que estava ao lado e arremessou contra o homem.
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O impacto fez com que o agressor desmaiasse, permitindo que a jovem pegasse seus pertences e fugisse da residência. 'Saí de camisola e trench coat, no Harlem, sem ter para onde ir', contou a atriz, descrevendo o desespero de estar sozinha em Nova York após o ocorrido.
Mesmo após anos de sucesso e uma carreira consolidada, Claudia Raia revelou que as cicatrizes desse episódio voltaram à tona recentemente. Ela contou ter ficado "gelada" ao encontrar o filho do coreógrafo em um evento no Brasil, devido à semelhança física impressionante entre os dois.
A atriz confirmou que o agressor morreu há cerca de dois anos e que nunca mais teve contato com ele após a noite do incidente. O relato serve como um alerta sobre a vulnerabilidade de jovens em ambientes profissionais e a importância de orientar crianças sobre limites e defesa pessoal.
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O caso de Claudia Raia reforça que a tentativa de abuso é um crime grave e que a denúncia é o caminho para romper ciclos de violência. No Brasil, existem canais especializados para suporte e registro de ocorrências:
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (orientação e denúncia).
Ligue 190: Polícia Militar (para situações de emergência e risco imediato).
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Delegacias da Mulher (DEAM): Unidades especializadas para acolhimento e investigação de crimes de gênero.
A proteção e a segurança de mulheres e adolescentes são prioridades previstas em lei. Denunciar não é apenas um direito, mas um passo fundamental para garantir que agressores sejam responsabilizados.