Entenda por que a massa de sargaço, que cresce de forma acelerada, libera gás perigoso e sufoca corais. / Foto: Dicas pra Punta Cana
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Uma extensa e densa mancha marrom, formada por gigantescas concentrações de algas, tem reaparecido anualmente no Oceano Atlântico tropical, alarmando a comunidade científica com seu crescimento acelerado em tamanho e intensidade. Monitoramentos recentes confirmam que a biomassa já supera, com larga margem, os recordes anteriores.
Observada de forma sistemática desde 2011 por imagens de satélite, a faixa é composta por sargaço, um tipo de alga marinha flutuante típica de regiões tropicais. Diferente de algas fixas, ela viaja à deriva, formando uma massa contínua que pode se estender por milhares de quilômetros, da África ao Caribe, Golfo do México e, em alguns anos, até a costa leste dos Estados Unidos.
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A formação desse cinturão de algas é atribuída a uma mistura de fatores naturais e humanos:
Em mar aberto, o sargaço tem um papel ecológico vital, servindo de habitat, berçário e área de alimentação para peixes, tartarugas e outras espécies. O problema explode quando essas massas atingem o litoral. O acúmulo nas praias:
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Na decomposição, libera sulfeto de hidrogênio, um gás tóxico com odor de ovo podre, que causa problemas respiratórios, afeta a fauna local e impacta drasticamente o turismo.
O que mais preocupa os pesquisadores é a novidade e a tendência clara de crescimento do fenômeno. A faixa atlântica de sargaço, distinta do conhecido Mar de Sargaços, é um evento recorrente apenas da última década, mas que já mostra sinais de intensificação.
A combinação de mudanças climáticas e interferência humana (como o aporte excessivo de nutrientes) levanta questões urgentes: até onde essa faixa marrom vai se expandir? Quais serão os impactos duradouros para a saúde dos oceanos e das economias costeiras? Para a ciência, monitorar e entender essa massa de algas é crucial para prever e mitigar seus efeitos no futuro próximo.
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