Zagueiro russo de 38 anos encerra a carreira após queda na Copa do Mundo

Em meio ao sentimento de dever cumprido, o zagueiro Serguei Ignashevich, 38, resolveu definitivamente colocar um ponto final em sua carreira. Desta vez, sem volta.

A campanha histórica da seleção russa na Copa na qual alcançou as quartas de final comoveu o país. Depois da euforia pelas ruas durante todo o Mundial, a apoteose ocorreu neste domingo (8) após a eliminação para a Croácia no dia anterior.

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Milhares de pessoas se reuniram na Fan Fest para agradecer e saudar os heróis com direito a discursos, exibição dos gols e execução do hino nacional. Nos próximos dias, serão recebidos no Kremlin pelo presidente Vladimir Putin.

Em meio ao sentimento de dever cumprido, o zagueiro Serguei Ignashevich, 38, resolveu definitivamente colocar um ponto final em sua carreira. Desta vez, sem volta.

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Seja na equipe nacional ou no CSKA Moscou. Se despede com alguns recordes importantes em seu currículo.

Em toda a história, incluindo aí a equipe da União Soviética (extinta em 1991) é quem mais fez jogos pela seleção. Foram 128 e um total de 11.031 minutos. Foram oito gols anotados no período.

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Dos atletas em atividade, quem chega mais perto dele é o goleiro Igor Akinfeev, 32. Soma 111 partidas.

É também o mais velho a atuar pelo time nacional. A marca foi alcançada em 30 de maio, em derrota de 1 a 0 para a Áustria. Esta partida marcou seu retorno à seleção após uma primeira aposentadoria. Após o fim da Eurocopa de 2016, na qual a Rússia foi eliminada ainda na primeira fase, o zagueiro havia anunciado sua aposentadoria da seleção.

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Colocava fim a um ciclo de 14 anos, iniciado em 21 de agosto de 2002, após o término do Mundial da Coreia e do Japão. Porém uma série de lesões acabaram dizimando a zaga russa e deixando o técnico Stanislav Tchertchesov sem ter muito o que fazer, a não ser tentar convencer Ignashevich a retornar ao time.

A ideia inicial do treinador era ter como zagueiros titulares na Copa Viktor Vasin, do CSKA, e Georgi Djikia, do Spartak, mantendo o que havia feito desde que assumiu o cargo, em 2016.

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Os dois, porém sofreram lesões graves no joelho, passaram por cirurgias e tiveram de ser descartados. Resolveu chamar então Ruslan Kambolov, do Rubin Kazan.

Mas o jogador também se machucou e abriu espaço para a volta de Ignashevich, sacramentada após uma conversa particular com o treinador.

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“Logo que ele me chamou para conversar, aceitei. Me senti motivado, como um novato. Poder trabalhar com um técnico diferente, com outras ideias”, afirmou, logo após ser chamado para a seleção.

O anúncio de sua convocação foi uma surpresa até para os russos. Na imprensa local, os questionamentos sempre foram por um possível retorno de Vasili e Aleksei Berezutski, irmãos que defendem o CSKA. Eles também colocaram fim ao ciclo na seleção, mas vira e mexe tinham os nomes citados nas entrevistas coletivas de Tchertchesov, causando irritação no treinador.

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A volta de Ignashevich aconteceu somente quatro dias antes do início dos treinos para a Copa. E durante as atividades mostrou que estava em condições perfeitas não apenas de ser incluído na lista de 23 jogadores para o Mundial, como também de ser titular.

Seu retorno aos gramados com a camisa da Rússia foi em amistoso contra a Aústria, em 30 de maio. Apesar da derrota por 1 a 0, quebrou um recorde. O de mais velho a atuar pela seleção, incluindo aí a seleção da União Soviética, extinta em 1991.
Outro recorde que detém pela equipe nacional é o de mais partidas disputadas. São 127 jogos e um total de 10.911 minutos. São oito gols anotados.

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Dentre os 184 jogadores que ainda disputam a Copa, ele é também o mais velho.

Mas sua forma física tem impressionado. Ele esteve no gramado nos 390 minutos jogados pela Rússia. E contra a Espanha, mesmo após 120 minutos extenuantes e uma prorrogação intensa, teve frieza para converter um dos pênaltis no triunfo por 4 a 3 que valeu a classificação.

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“Temos de dizer obrigado ao Serguei por estar jogando um torneio de tão alto nível aos 38 anos. E também enaltecer como ele se comporta e se cuida”, afirmou o meio-campista Alan Dzagoev, seu companheiro também no CSKA.

E não é apenas pela seleção russa que Ignashevich coleciona marcas impressionantes. É também o jogador com mais partidas disputadas na história do Campeonato Russo: 489, sendo 381 pelo CSKA, equipe que defende desde 2004. 

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Antes passou por Lokomotiv Moscou, Krilia Sovetov e Spartak Orekhovo, este último quando estava na segunda divisão.

Em seu currículo tem diversas conquistas, sendo as mais importantes o hexacampeonato russo e a Copa da Uefa na temporada 2004/05. 

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Pela Rússia, seu melhor resultado foi a quarta colocação na Eurocopa de 2008.