Sucesso do Alegra Centro depende de habitação e negócios

Revisão da lei precisa garantir incentivos e fixação da população

É preciso garantir que o Centro volte a ser uma região da cidade que propicie negócios facilitados e habitação. Este foi um dos principais pedidos dos cidadãos que participaram, na terça-feira (dia 5), da audiência pública realizada pela Câmara de Santos para discutir o Projeto de Lei Complementar 83/2019, de autoria do Poder Executivo, que revisa a lei de preservação do patrimônio na região central, conhecida como Alegra Centro. A resposta do Governo envolve a implantação de um novo programa de incentivos, com flexibilização dos níveis de proteção.

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Os técnicos que estavam na mesa reconhecem essa dificuldade. “Infelizmente, os empresários da nossa cidade estão preocupados em construir na orla da praia, para eles o Centro é inviável. Temos feito estudos que mostram que é viável sim, desde que eles atendam aqueles que precisam, que são as camadas mais populares. Com a revisão da lei, várias coisas serão flexibilizadas”, pondera Eliana Mattar. 

Para o vice-presidente do Condepasa, as empresas que atuam em Santos estão consolidadas no segmento A. “Tem que trazer empresas no segmento faixa 2 (do Minha Casa Minha Vida)”, pontua. 

A reunião foi realizada pela Comissão Permanente de Desenvolvimento Urbano e Habitação, presidida pelo vereador Sadao Nakai (PSDB). Também compuseram a mesa o vereador Geonísio Pereira Aguiar (PSDB), que preside uma comissão especial sobre o Alegra Centro, a chefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano da Secretaria de de Desenvolvimento Urbano, Eliana Mattar, e o vice-presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), Ronald do Couto Santos.

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O que muda na lei

Segundo Glessio Cagnoni, arquiteto do Escritório Técnico do Alegra Centro, a lei permitiria a regularização de vários imóveis que hoje estão degradados e poderiam ser requalificados.

“São alterações possíveis nos NP2, como a instalação de novas vitrines, modificação na fachada que não descaracterize o imóvel. Queríamos criar essa possibilidade de que esses imóveis fossem integrados à cidade contemporânea, permitindo que os arquitetos tenham uma certa liberdade em propor”.