Por prestígio, seleção promete jogo bonito em estreia na Copa

O jogo do Brasil planejado por Tite no torneio da Rússia será baseado na valorização de posse de bola, em toques curtos, nas triangulações e na rapidez das jogadas próximas ao gol adversário, ou no último terço do campo

A seleção de Tite já resgatou o apoio do torcedor brasileiro. Com uma campanha exemplar antes da Copa do Mundo da Rússia, o time está invicto há mais de um ano e acumula 17 vitórias em 21 partidas desde a contratação do treinador, em 2016. Agora, Tite e seus comandados têm o desafio de apagar o vexame do time nacional na Copa passada.

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Para isso, o treinador quer a equipe jogando bonito e correndo risco, a partir deste domingo (17), às 15h (horário de Brasília), na partida contra a Suíça, pela primeira rodada do Grupo E do Mundial.

O jogo do Brasil planejado por Tite no torneio da Rússia será baseado na valorização de posse de bola, em toques curtos, nas triangulações e na rapidez das jogadas próximas ao gol adversário, ou no último terço do campo, como gosta de dizer o treinador.

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Chutões foram proibidos. O técnico exige que o time saia jogando. Nos treinos da equipe, o goleiro Alisson treina passes com os preparadores simulando uma saída de jogo.

“Essa é nossa ideia de futebol e sei que assim corremos risco. É inevitável, mas estamos nos preparando para fazer bem-feito”, disse o treinador, fã da seleção brasileira de 1982, que ganhou fama mundial pelo toque refinado de bola, mas que acabou desclassificada pela Itália.

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A Suíça, rival deste domingo, não tem a característica de fazer uma marcação ofensiva. A equipe europeia, porém, pode usar a estratégia para complicar o jogo para os brasileiros.

No amistoso contra a Croácia, no início do mês em Liverpool, na Inglaterra, o Brasil teve dificuldade na etapa inicial e correu o risco de sair atrás no placar.

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Com a entrada de Neymar no segundo tempo da partida, o time encontrou espaço e venceu por 2 a 0.

Os números da equipe dão aos integrantes da comissão técnica ainda mais confiança para uma campanha de sucesso. Na era Tite, a seleção brasileira tomou apenas 5 gols e fez 47.

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O time ainda contará com um quarteto ofensivo em campo na estreia. Além de Neymar, que se recuperou de uma cirurgia no pé direito, realizada em março, Tite vai escalar Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Willian. Os quatro juntos somaram 80 gols na última temporada europeia.

“É possível jogar bonito e efetivo. Não são características contrárias, não são excludentes. O que preciso é respeitar as caraterísticas dos atletas. E isso vamos fazer”, afirmou o treinador de 57 anos, que vai disputar a sua primeira Copa do Mundo.

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Maior vencedor da história das Copas (cinco), a seleção chega como uma das favoritas. A boa fase tem a assinatura do treinador.

Tite foi contratado pela CBF em junho de 2016 após o fracasso da equipe sob o comando de Dunga na Copa América Centenário –eliminação na primeira fase.

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O capitão do tetracampeonato deixou o cargo com a seleção fora da zona de classificação das eliminatórias sul-americanas para o Mundial.

Com Tite, o time reagiu, reencontrou o bom futebol e se classificou para o Mundial com quatro rodadas de antecedência na competição, sem perder nenhum jogo.

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Depois do torneio classificatório, a seleção enfrentou cinco adversários europeus em amistosos e permaneceu invicto –venceu quatro, inclusive a Alemanha, que humilhou o Brasil na última Copa, e empatou um.

“Minha ideia é ter o futebol do Telê Santana [que dirigiu o Brasil em, 1982 e em 1986], do seu Ênio [Andrade, três vezes campeão brasileiro], porque é aquilo em que acredito. Não estou dizendo que é o certo, mas é aquilo em que acredito”, disse o treinador, aprovado pelos torcedores.

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Segundo a pesquisa Datafolha, 64% consideram o trabalho do gaúcho como ótimo ou bom, ante 13% regular, 5% péssimo. Ele somente fica atrás dos 68% de Luiz Felipe Scolari antes do Mundial do Brasil.

A aprovação atual de Tite (64%) supera a de Felipão (51%) antes da Copa do Mundo de 2002, quando levou o penta no Japão, os 49% de Dunga em 2010 e os 62% de Parreira em 2006.

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Longe de casa, a seleção vai tentar quebrar o jejum de 16 anos sem títulos. A última conquista foi no Mundial da Ásia, em 2002.

Além da série de fracassos recentes em Mundiais, o time atual terá que conviver com o trauma da Copa de 2014. Seis jogadores estiveram na disputa no Brasil: Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar.

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A eliminação por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, foi a pior derrota da história da seleção brasileira.

Neste período no comando, Tite também conseguir arrefecer o sentimento de dependência por Neymar. Sem o jogador do Paris Saint-Germain, o Brasil atuou seis vezes, com cinco vitórias e uma derrota –a única sob o seu comando em amistoso contra a Argentina, no ano passado.

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Em 2018, a equipe bateu a Alemanha e venceu a Rússia, em março, sem o ex-santista.

“Quero sempre construir o senso de equipe. Neymar tem um talento extraordinário, mas, para a bola chegar até ele, tem que ter uma construção. Por isso, valorizo isso”, disse o treinador.

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Empolgada com o sucesso da equipe, a CBF abriu os cofres para Tite, que contará com o maior estafe da história da seleção. Entre auxiliares, seguranças e outros profissionais de apoio, serão 41 subordinados a ele, sem considerar os 23 jogadores.

Apesar de contar com uma equipe imensa em Sochi (pronuncia-se Sôtchi), base de treinos da seleção, ele não contratou um psicólogo para reforçar a preparação emocional dos atletas.

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“Já trabalhei com profissionais em clubes. Na seleção, vejo dificuldade pelo curto espaço de tempo. O psicólogo tem que estar inserido dentro da comissão técnica. Tem que sentir o vestiário quando perde, sentir quando ganha, quando o cara está puto”, disse o treinador antes de definir pela não utilização.

Aparentemente com os nervos controlados, a seleção inicia em Rostov a jornada para tentar conquistar o inédito sexto título. E, se Tite cumprir sua promessa, a taça virá com encantamento para os fãs do futebol.

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BRASIL
Alisson, Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.
T.: Tite
SUÍÇA
Sommer; Schar, Akanji, Lichtsteiner, Rodriguez; Behrami, Xhaka; Shaqiri, Dzemaili, Zuber; Embolo
T.: Vladimir Petkovi?

Estádio: arena Rostov
Horário: 15h deste domingo (17)
Juiz: Cesar Ramos (MEX)