Celular, dependência que vicia

Recentemente pesquisadores de Hong Kong realizaram um estudo que revelava quanto a nomofobia está infectando todos

Você já saiu de casa e esqueceu o celular? Qual a sensação que teve ao perceber que passaria o dia sem o aparelho? São questionamentos importantes e que podem revelar uma fobia. Conforme aponta a União Internacional de Telecomunicações (UIT) com mais de 7 bilhões de aparelhos móveis de telefone sendo usados pelo mundo todo, estima-se que 60% dos usuários sofram com a dependência do objeto.

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A angústia de ficar sem o celular já é considerada uma fobia. O termo “Nomofobia” – abreviação do nome em inglês “no-mobile-phone phobia” – foi criado no Reino Unido e está sendo utilizado para descrever a condição que afeta adolescentes e adultos.

Recentemente pesquisadores de Hong Kong realizaram um estudo que revelava quanto a nomofobia está infectando todos. A pesquisa apontou que pessoas que usam os aparelhos para armazenar, compartilhar e acessar memórias pessoais sofrem mais.

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Quando os usuários foram convidados a descrever como eles se sentiam sobre seus telefones, palavras como “danos” (a dor no pescoço, que era relatada frequentemente) e “sozinho” previa níveis mais altos da condição.

Um outro estudo americano já conseguiu mostrar que a separação de entre o indivíduo e seu aparelho pode ser tão traumática que chega ao ponto desenvolver um aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

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Para o professor Mark Griffiths, psicólogo e diretor da Unidade Internacional de Pesquisa de Jogos da Universidade de Nottingham Trent, no Reino Unido, o que realmente importa para quem sente a dependência do telefone são as redes sociais.

“As pessoas não usam mais seus telefones para ligar umas para as outras. Estamos falando agora de smartphones, dispositivos conectados à internet que permite a cada usuário lidar com muitos aspectos de suas vidas”, analisa Griffiths.

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É por isso que ele classifica esse fenômeno como Fomo (“fear of meassing out”, ou medo de ficar por fora). “Você teria que remover cirurgicamente um telefone de um adolescente porque toda a sua vida está enraizada neste dispositivo”, completou ele.

Griffiths acha que a teoria do apego, onde se desenvolve a dependência emocional do telefone porque contém detalhes pessoais, é uma pequena parte da nomofobia. Para os mais jovens é o Fomo que cria a maior ansiedade de separação.

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Para esse público, se eles não conseguirem ver o que está acontecendo no Instagram ou Facebook é como se um medo os invadisse porque eles não sabem o que está acontecendo socialmente.

Estudiosos defendem que a adaptação sem o telefone não demora muito. Em locais sem internet, principalmente em período de férias, o tempo para se acostumar não é muito longo. A dica para reduzir a ansiedade e a dependência do objeto uma alternativa é desligando-o ou deixando em casa, quando possível. O pensamento de que o smartphone é a coisa mais importante da vida, aumento do tempo gasto com ele, sintomas de abstinência, uso para desestressar ou ficar entretido são motivos para o vício. Então, está na hora de avaliar melhor o quanto vale a pena esta relação de dependência.