‘Willy Wonka brasileiro’ e as estratégias para o lançamento de seu parque

Ação com bilhetes premiados mistura marketing, escassez e expectativa em torno do Cacau Park, em Itu

Alê Costa, dono da Cacau Show e do futuro Cacau Park, também apelidado de Willy Wonka brasileiro

Alê Costa, dono da Cacau Show e do futuro Cacau Park, também apelidado de Willy Wonka brasileiro - Reprodução/Cacau Park

A Cacau Show entendeu que, hoje, não basta lançar um produto. É preciso criar uma história em torno dele. E é exatamente isso que a marca faz ao colocar o Cacau Park no centro de uma campanha que mistura expectativa, exclusividade e um ingrediente que quase sempre funciona no varejo: curiosidade.

Continua após a publicidade

A ação começa com o Bilhete Premiado da linha Dreams, em uma estratégia que conversa direto com o consumidor. Quem compra o tablete não leva apenas chocolate para casa. Leva também a chance de entrar, antes de todo mundo, no universo que a empresa está construindo em Itu, no interior de São Paulo.

E é aí que a campanha ganha força. Em vez de falar só de parque, a Cacau Show transforma o lançamento em experiência. Em vez de prometer apenas uma atração nova, ela oferece a sensação de participar de algo raro. No ambiente digital, onde tudo disputa atenção por segundos, esse tipo de narrativa faz diferença.

Continua após a publicidade

O bilhete dourado volta a funcionar

A lógica é simples e conhecida: poucos ganham, muitos tentam, todos comentam. A marca iniciou a venda de uma edição especial do chocolate Dreams com bilhetes premiados escondidos nos produtos. Segundo a cobertura da imprensa de negócios, são 100 bilhetes distribuídos em um universo de 1 milhão de unidades.

Na prática, isso cria um efeito imediato. O consumidor olha para o produto e enxerga mais do que um simples tablete. Enxerga chance, sorte e pertencimento. E, para a marca, isso vale ouro.

Continua após a publicidade

Porque, enquanto o parque ainda caminha para ficar pronto, a Cacau Show já ocupa a conversa pública. Ela antecipa o desejo, alimenta a expectativa e faz o público imaginar como será a estreia do espaço.

Uma atração que já nasce gigante

O Cacau Park vem sendo apresentado como um dos grandes projetos da empresa, com inauguração prevista para 2027, em Itu. Entre os atrativos mais comentados está a montanha-russa que deve ser a principal estrela do complexo e uma das maiores da América Latina, de acordo com reportagens publicadas sobre o empreendimento.

Continua após a publicidade

Esse tipo de promessa tem peso no marketing. Afinal, parque temático não vende só ingresso. Vende memória, passeio em família, fim de semana diferente e a sensação de viver algo que rende foto, vídeo e conversa depois.

Por isso, a Cacau Show parece apostar em uma sequência bem calculada: primeiro, cria a curiosidade; depois, oferece a experiência; em seguida, transforma tudo em desejo de consumo. É um roteiro que combina entretenimento e marca sem parecer apenas propaganda.

Continua após a publicidade

O que a campanha revela

No fundo, a campanha diz muito sobre o momento da própria Cacau Show. A empresa já não quer ser vista apenas como fabricante de chocolate. Ela quer ocupar um espaço maior, mais emocional e mais aspiracional.

E isso faz sentido. Em um mercado em que marcas disputam atenção o tempo todo, quem consegue envolver o consumidor antes da compra sai na frente. A campanha do Bilhete Premiado faz exatamente isso: cria conversa, amplia alcance e liga o nome da marca a uma experiência que ainda nem abriu as portas.

Continua após a publicidade

Para o público, o apelo é fácil de entender. Para a empresa, o retorno é ainda mais claro. Ela transforma um produto de gôndola em porta de entrada para um parque temático que já nasce cercado de expectativa.

No fim das contas, a estratégia da Cacau Show mostra que o varejo de hoje não vende apenas item. Vende história. E, neste caso, vende também a fantasia de ser um dos primeiros a entrar em um parque que quer nascer grande antes mesmo de abrir.

Continua após a publicidade

*A alusão ao personagem Willy Wonka, interpretado por Jhonny Depp, é por conta da estratégia do bilhete premiado ter sido inspirada no filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, e o dono da Cacau Show (Alê Costa) aparecer com um chapéu bem característico em algumas falas sobre o Cacau Park.

**Com informações da Gazeta do Povo, Brasilturis, Terra, Cacau Park e Exame.