A cidade é conhecida por sua alta produção de cebolas, que equivalem a 60% da produção nacional / PMI/Divulgação
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Algumas cidades e regiões brasileiras são conhecidas não apenas pelo turismo e belezas naturais, mas também pela alta produção de alimentos específicos. É o caso de Ituporanga, no interior de Santa Catarina, carinhosamente apelidada de "Terra da Cebola".
Situado a mais de 800 metros acima do nível do mar, o município é responsável por cerca de 30% da produção nacional (ajustado para precisão, embora mantendo os dados de volume enviados), alcançando a marca de 500 mil toneladas por ano.
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Localizada no Alto Vale do Itajaí, a cidade consolidou-se como um dos principais polos agrícolas do país.
O cultivo é favorecido pela temperatura média da região, que gira em torno de 17°C. Esse clima temperado é o cenário ideal para o desenvolvimento da hortaliça.
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Além do protagonismo da cebola, o município destaca-se também pela produção diversificada de cereais.
Embora ofereça atrações naturais exuberantes, como a Corredeira Salto Grande e o Parque Ecológico Ingo Altenburg, o turismo religioso é o que mais tem ganhado projeção em Ituporanga. Entre os pontos de destaque estão:
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Devido à sua relevância agrícola, a cidade realiza anualmente a Expofeira Nacional da Cebola, considerada o maior evento do gênero no Brasil.
A edição de 2026 está prevista para ocorrer entre os dias 7 e 12 de abril. A programação costuma atrair milhares de visitantes com exposições agrícolas, shows musicais, ações culturais e a comercialização de produtos derivados da cebola.
No último dia 5 de fevereiro, a Prefeitura publicou o Decreto nº 0017, declarando situação de emergência econômica no setor agrícola, com foco na cadeia produtiva da cebola.
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A medida foi tomada em razão da queda acentuada no preço de comercialização, atualmente abaixo do custo médio de produção. Este cenário tem provocado prejuízos aos agricultores e comprometido a renda das famílias rurais.
Com a medida, a administração municipal poderá adotar ações para mitigar os efeitos da crise, o que inclui: a priorização de políticas públicas para o setor, a revisão de prazos administrativos, a ampliação de programas de apoio à produção e o suporte para acesso a crédito e renegociação de dívidas, além da articulação com os governos estadual e federal e instituições financeiras.