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Quem mergulha nas águas geladas do interior de São Paulo, a cerca de 235 km da capital, mal pode imaginar que está nadando sobre as cinzas de um passado árido.
Muito antes de se tornar a "Capital da Aventura", essa região foi o coração de um vasto deserto de dunas infinitas durante o Período Jurássico.
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Hoje, o que era areia escaldante e pegadas de dinossauros deu lugar a um dos maiores santuários de ecoturismo do país.
A prova dessa transformação radical não está nos livros, mas nos próprios paredões que emolduram as quedas d'água. Ao observar as rochas locais, o visitante atento percebe linhas horizontais e camadas compactadas:
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Formação Botucatu: Essas marcas são, na verdade, dunas pré-históricas que o tempo e a pressão transformaram em pedra.
O Contraste Geológico: Onde antes o vento soprava grãos de areia em um cenário seco, hoje a água esculpe o relevo, criando um espetáculo visual que une dois extremos da história da Terra.
Dica do editor: Céu de cidade paulista é dominado por gaviões e até ataques já foram registrados.
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Essa herança geológica não serve apenas para contemplação; ela é o "playground" perfeito para quem busca adrenalina. A cidade transformou seus desfiladeiros e rios em palcos para:
Rafting e Canoagem: Aproveitando a força das águas que agora dominam a paisagem.
Arvorismo e Trilhas: Percursos que permitem observar a fauna atual sob a sombra de árvores que cresceram onde o deserto um dia imperou.
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Rapel: Uma descida vertical que coloca o aventureiro cara a cara com as camadas de areia fossilizada do Jurássico.
O destino é uma prova viva de que a natureza se reinventa. Onde o sol castigava o solo arenoso, hoje o verde da mata nativa e o frescor das cachoeiras oferecem o refúgio ideal para quem quer desconectar do asfalto e se reconectar com a história do planeta.