Governo de SP diz que prefeituras é que devem fiscalizar festas de Carnaval

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, reiterou o posicionamento e afirmou que "os municípios agirão para que festas clandestinas sejam impedidas uma vez que ainda estamos vivendo uma pandemia"

Carnaval de rua de SP (arquivo)

Carnaval de rua de SP (arquivo)

O governo de São Paulo atribuiu às prefeituras a função de fiscalizar festas clandestinas e aglomerações durante o feriado de Carnaval.

“O carnaval é uma decisão das prefeituras. A orientação do estado é evitar festas e aglomerações. Se houver algum desrespeito [às recomendações], são as prefeituras que devem acionar a Polícia Militar”, disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes nesta quarta-feira (23).

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, reiterou o posicionamento e afirmou que “os municípios agirão para que festas clandestinas sejam impedidas uma vez que ainda estamos vivendo uma pandemia”.

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A postura atual do governo paulista difere dos primeiros meses da pandemia, quando foram deflagradas forças-tarefa para coibir festas clandestinas e aglomerações capitaneadas pelo deputado federal e ator Alexandre Frota (PSDB).

As ações tinham a participação de agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Procon, Vigilância Sanitária e guardas-civis dos municípios.

Com a proibição dos blocos de rua neste Carnaval, proliferam nas redes sociais convites para festas privadas de carnaval com ingressos até R$ 700.

Respiradores

O governador comentou nesta quarta-feira sobre a investigação da Polícia Federal que acusa sua gestão de ter adquirido respiradores superfaturados no início da pandemia.

Segundo ele, não há viés político nas acusações e afirmou que confia na Polícia Federal de São Paulo com quem tem uma “relação republicana” enquanto governador.
Queda de mortes

De acordo com Doria, o estado registrou queda no número de mortes por Covid-19 pela primeira vez em 2022 nesta semana, quando houve redução de 11% neste indicador.

“O controle da pandemia se deu de forma eficaz em decorrência da vacina”, diz o secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn.

Segundo o secretário, a taxa de ocupação das UTIs no estado está, atualmente, em 51%, sendo que há três semanas essa taxa ultrapassou 75%.

“Estamos na fase descendente da transmissão da ômicron”, disse o médico Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contigência do governo estadual.