Turismo
Comprada por investidores americanos por cerca de 300 mil euros, a vila de Salto de Castro será transformada em destino de luxo e turismo rural em Zamora
O preço do abandono: como uma vila inteira com 44 casas custou menos que um imóvel de luxo em grandes cidades / IA / Diário do Litoral
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Uma vila abandonada no noroeste da Espanha voltou ao centro das atenções. Comprada por investidores americanos, Salto de Castro deve passar por um processo de recuperação voltado ao turismo rural, importante forma de geração de renda que é observada em muitas regiões do mundo e, no Brasil, é fortemente incentivada em Holambra.
Localizada em Zamora, perto da fronteira com Portugal, a vila será restaurada de forma gradual, com foco na preservação histórica e no aproveitamento da paisagem natural, característica que já se mostrou importante quando o objetivo é valorizar as regiões dedicadas ao turismo.
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O projeto surge como alternativa para regiões afetadas pelo despovoamento. A proposta é transformar o abandono em oportunidade econômica e turística.
Cercada por áreas naturais do Arribes del Duero, Salto de Castro permaneceu vazia por décadas. Apesar do potencial paisagístico, como mostra o vídeo abaixo do canal TrotaMundos en Ruta, o local ficou fora das rotas turísticas convencionais.
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O despovoamento rural é um dos principais desafios do interior espanhol. Muitos municípios perderam moradores e serviços, criando um cenário de abandono prolongado.
A retomada da vila reacende debates sobre novos usos para esses territórios. O turismo aparece como uma das apostas mais recorrentes.
O empresário americano Jason Lee Beckwith adquiriu a vila em parceria com outro investidor. O valor estimado da compra ficou entre 300 mil e 350 mil euros, o equivalente a R$ 1,8 milhão e R$ 2,1 milhões.
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O conjunto reúne 44 casas, além de bar, escola, igreja, pousada e um antigo quartel. Todos os edifícios farão parte do projeto de turismo rural, com potencial para ser, no futuro, um dos locais mais lindos do mundo.
Para o prefeito de Fonfría, Sergio López, a preservação arquitetônica é central. As obras devem respeitar as normas ornamentais da região.
O projeto surge como a solução estratégica para transformar territórios esquecidos em potências econômicas locais / IA/Diário do LitoralNa primeira fase, o projeto prevê a restauração da igreja e dos espaços de hospedagem. A ideia é preparar a vila para receber visitantes de forma controlada.
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A segunda fase envolve a recuperação das casas. A antiga pousada será adaptada para oferecer 14 quartos, além de áreas comuns e lavanderia.
Inserida no Parque Natural Arribes del Duero, a vila aposta em turistas interessados em natureza, silêncio e experiências fora do turismo de massa.
O plano de Jason Lee Beckwith foca na preservação ornamental: cada pedra original será mantida para criar um refúgio de luxo autêntico / IA/Diário do LitoralSalto de Castro foi construída na década de 1950 pela Iberdrola para abrigar trabalhadores de um reservatório. Durante alguns anos, teve vida comunitária intensa.
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Com o fim das obras, os moradores partiram. No final dos anos 1980, a vila já estava completamente desabitada.
Agora, o projeto tenta escrever um novo capítulo. Se bem-sucedida, a iniciativa pode inspirar ações semelhantes em outras áreas da Espanha despovoada.