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De 'Sibéria Maranhense' à potência: como Imperatriz se tornou o coração econômico do Sul do Maranhão

A cidade, às margens do Rio Tocantins, cresceu após a abertura da rodovia Belém-Brasília; atualmente, reúne mais de 270 mil habitantes, com destaque regional em comércio, logística, educação e saúde

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 18/03/2026 às 09:45

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Conhecida antigamente como 'Sibéria Maranhense', considerando sua dificuldade de acesso, atualmente, Imperatriz (MA) se consolidou como uma potência regional / Wikimedia Commons/Hernandezjean80

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Mais conhecida como “Portal da Amazônia”, a cidade de Imperatriz, no sul do Maranhão, consolidou-se nas últimas décadas como o segundo maior centro econômico e populacional do estado.

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município apresenta cerca de 273 mil habitantes, transformando-se em um importante polo regional de comércio, serviços e logística ao longo dos anos. Do mesmo modo, Imperatriz atende municípios do sul maranhense e áreas do norte do Tocantins e leste do Pará.

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Apesar da importância explicada sobre a cidade, a realidade local era diferente até meados do século XX. Naquela época, o município era considerado geograficamente isolado; por isso, foi apelidado de “Sibéria Maranhense”, referente às dificuldades de acesso e às grandes distâncias em relação aos principais centros do estado.

A mudança de cenário começou com a construção da Rodovia Belém-Brasília (BR-010). Concluída em 1974, a obra é considerada um marco da integração territorial do Norte e Nordeste ao restante do país. Com a finalização do projeto, a rodovia foi responsável por conectar a região a importantes mercados, estimulando a chegada de migrantes e investimentos.

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Origem e desenvolvimento

A origem da cidade remonta a 16 de julho de 1852, quando o religioso Frei Manoel Procópio do Coração de Maria liderou uma expedição que fundou a Colônia Militar de Santa Tereza do Tocantins, às margens do Rio Tocantins. Quatro anos depois, o local foi atribuído à condição de vila, tendo o nome de Vila Nova de Imperatriz, em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II.

Ao longo do século XX, o município passou por diferentes ciclos econômicos. A produção de arroz impulsionou a economia entre as décadas de 1950 e 1980. Já nos anos 1970, a exploração de madeira se tornou uma das principais atividades. A descoberta de ouro em áreas próximas atraiu novos fluxos migratórios, na década de 80.

Nos dias atuais, Imperatriz funciona como um entroncamento logístico regional; ou seja, a cidade conecta a produção agrícola de municípios como Balsas - conhecida pela produção de soja - ao parque industrial de Açailândia, além do setor de celulose da Suzano. Sua infraestrutura logística abrange trechos da Ferrovia Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, bem como rodovias federais que cruzam a região.

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Educação, saúde e comércio

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é de 0,731, considerado alto. Portanto, Imperatriz aparece entre os melhores indicadores do estado, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com base em estatísticas do IBGE.

A cidade nordestina também concentra hospitais, clínicas e instituições de ensino superior que atendem moradores de diversos municípios da região. Dentre os principais estabelecimentos locais está o campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), atraindo inúmeros estudantes.

O comércio local se destaca especialmente no Complexo Atacadista do Mercadinho e no Calçadão do centro da cidade, abastecendo mercados em um raio de centenas de quilômetros.

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Turismo natural

Quanto ao lazer urbano, a área destacada é a Avenida Beira-Rio. Localizada às margens do Rio Tocantins, moradores e visitantes podem frequentar quiosques, restaurantes e espaços de caminhada.

Durante o período de estiagem - quando o nível do rio diminui -, surgem praias de areia que se tornam pontos turísticos sazonais. As mais conhecidas englobam a Praia do Cacau e a Praia do Meio, frequentadas principalmente durante o veraneio regional.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é outro destino muito procurado por vistantes. No entanto, não é localizado dentro do território municipal; fica a cerca de 200 quilômetros de Imperatriz, sendo uma área que fascina turistas por sua riqueza em espécies de animais e plantas. 

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Gastronomia regional

Misturando elementos nordestinos e amazônicos, a culinária local apresenta pratos tradicionais como peixes de água doce do Tocantins - tucunaré e tambaqui -, bem como arroz de cuxá, uma receita típica maranhense. 

Outro prato popular é a panelada, preparada com vísceras bovinas e consumida principalmente em feiras e barracas populares, inclusive nas primeiras horas da manhã.

Clima e localização estratégica

O clima da região é tropical, com temperaturas médias próximas de 27 °C ao longo do ano e duas estações bem definidas: período chuvoso entre dezembro e abril e estação seca entre maio e novembro.

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Localizada a cerca de 630 quilômetros da capital São Luís, Imperatriz possui acesso rodoviário pelas BR-010, BR-226 e BR-222. O transporte aéreo pode ser realizado pelo Aeroporto de Imperatriz Renato Moreira, que opera voos regulares para diferentes capitais brasileiras.

'Terra dos famosos'

Além do desenvolvimento econômico e beleza natural, Imperatriz também se destaca por ser o lar de brasileiros famosos, incluindo a skatista Rayssa Leal, conhecida como 'Fadinha', além do cantor Léo Nascimento, o hipista Marlon Zanotelli e o músico Zeca Tocantins.

*O texto contém informações dos portais C.B. Radar, Prefeitura de Imperatriz, Impeatriz Notícias, IBGE, PNUD e ICMBio

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