Turismo

Conheça a cidade piauiense que é a porta para um labirinto de 73 ilhas e dunas móveis

Entre o Piauí e o Maranhão, o santuário ecológico une dunas, manguezais e a espetacular revoada dos guarás em um cenário único

Nathalia Alves

Publicado em 22/03/2026 às 16:00

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Além de abrigar um ecossistema raro, a cidade preserva 830 imóveis tombados e histórias de naufrágios do século XVI / Reprodução/Imagem feita por IA

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Antes de desaguar no Oceano Atlântico, o rio Parnaíba percorre cerca de 1.450 km e se divide em cinco braços que envolvem mais de 73 ilhas. Esse fenômeno forma o Delta do Parnaíba, o único delta em mar aberto das Américas e um dos apenas três existentes no mundo, ao lado do Nilo (Egito) e do Mekong (Vietnã).

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A configuração geográfica lembra uma mão aberta, com "dedos" que se ramificam em igarapés, dunas, lagoas de água doce e extensos manguezais ao longo de 2.700 km², abrangendo os estados do Piauí e do Maranhão.

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A história da região remonta ao século XVI. O navegador português Nicolau de Resende é considerado o descobridor europeu do delta. Em 1571, sua caravela naufragou nas correntezas do rio, e ele viveu 16 anos entre os índios Tremembé tentando recuperar a carga de ouro perdida.

Santuário ecológico protegido

Desde 1996, a região é protegida pela Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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O santuário abriga espécies ameaçadas como o peixe-boi marinho, além de guarás (aves de plumagem vermelha), jacarés e centenas de espécies de peixes e crustáceos que encontram nos manguezais o habitat ideal para reprodução.

Patrimônio histórico tombado

A cidade de Parnaíba, principal porta de entrada para o delta, guarda um valioso conjunto histórico e paisagístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2011.

São cerca de 830 imóveis protegidos, distribuídos em cinco setores, que incluem casarões com azulejos portugueses, chalés de inspiração inglesa e as únicas igrejas setecentistas do Piauí.

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O município nasceu da fusão de dois núcleos no século XVIII: o povoado de Testa Branca e o Porto das Barcas, às margens do rio Igaraçu. O comércio de charque e cera de carnaúba transformou a cidade em um dos maiores entrepostos comerciais do Norte piauiense, elevada à categoria de cidade em 1844.

Hoje, Parnaíba integra a Rota das Emoções, roteiro turístico que conecta o delta aos Lençóis Maranhenses (MA) e a Jericoacoara (CE), atraindo visitantes do Brasil e do exterior.

O que fazer na capital do Delta

Parnaíba combina passeios de natureza com imersão histórica. Conheça as principais experiências:

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Passeio pelo Delta do Parnaíba – Embarcações partem do Porto dos Tatus, a 12 km do centro, e navegam pelos igarapés com paradas para banho em dunas e almoço à base de peixe e caranguejo.

Revoada dos guarás – Ao entardecer, milhares de aves de plumagem vermelha cruzam o céu rumo às ilhas para dormir. O espetáculo é visível durante o passeio pelo delta e atrai fotógrafos do mundo inteiro.

Porto das Barcas – Antigos armazéns do século XIX foram transformados em centro cultural, com lojas de artesanato, agências de turismo e restaurantes que valorizam a culinária local.

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Praia da Pedra do Sal – Localizada a 16 km do centro, na Ilha Grande de Santa Isabel, apresenta formações rochosas curiosas, com mar aberto de um lado e águas calmas do outro.

Lagoa do Portinho – Cercada por dunas e palmeiras, oferece estrutura para banho, passeios de caiaque e contemplação da paisagem.

Centro histórico – Caminhada pelas praças da Graça e Santo Antônio, com a Catedral de Nossa Senhora das Graças e casarões coloniais perfeitamente preservados.

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Clima e melhor época para visitar

O clima é quente o ano inteiro, com temperatura média de 27 °C. A região tem duas estações bem definidas: a chuvosa, de janeiro a junho, e a seca, de julho a dezembro.

Ventos constantes aliviam o calor em qualquer período, mas a estação seca oferece melhores condições para os passeios de barco e trilhas.

 

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