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O celular 'bebeu' água do mar no Carnaval? O que fazer para a folia não terminar em prejuízo

Parece loucura, mas remover o sal acumulado nos conectores é vital para salvar o aparelho; veja como fazer o procedimento

Giovanna Camiotto

Publicado em 13/02/2026 às 18:58

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Derrubar o celular no mar pode causar danos mais graves do que uma simples queda em água doce / ImageFX

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Carnaval, praia cheia, selfie à beira-mar e, em segundos, o celular escorrega para dentro da água salgada. Esse cenário é mais comum do que parece nesta época do ano, porém o acidente pode causar danos mais graves do que uma simples queda em água doce.

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Os danos ocorrem porque o sal presente na água do mar eleva o potencial de corrosão e acelera a oxidação das placas e conectores internos do smartphone. Mesmo aparelhos com certificação IP68 (resistentes a água) podem sofrer danos permanentes, pois a vedação é testada somente em água doce.

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Pesquisas indicam que cerca de 25% dos proprietários de celulares já deixaram o aparelho cair na água ao menos uma vez. Em ambientes como praia e piscina, o risco é maior devido à presença de sal e cloro, substâncias que degradam componentes metálicos e podem comprometer bateria, alto-falantes e portas de carregamento.

A entrada de líquido costuma provocar falhas imediatas, como áudio distorcido, ausência de som, dificuldade para carregar e câmera embaçada. No médio prazo, o principal problema é a oxidação interna, que pode exigir a substituição de placas e outros componentes, elevando o custo do reparo.

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Especialistas recomendam ação imediata

O primeiro passo é retirar o aparelho da água e desligá-lo imediatamente, sem testar funções. Quanto menos tempo energizado, menores as chances de curto-circuito.

No caso específico de contato com água do mar, pode ser indicado enxaguar o dispositivo em água doce corrente por um a três minutos para remover o sal acumulado, um procedimento que ajuda a reduzir a corrosão provocada pelos resíduos salinos.

Depois disso, é necessário secar cuidadosamente a parte externa com pano macio ou papel absorvente, dando leves toques próximos às entradas de carregamento e alto-falantes, sempre mantendo essas áreas voltadas para baixo. Também é importante remover chip, cartão de memória e capa de proteção para facilitar a ventilação.

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Celular que cai na água do mar corre maior risco de corrosão por causa do sal, que acelera a oxidação dos componentes internos/ImageFX
Celular que cai na água do mar corre maior risco de corrosão por causa do sal, que acelera a oxidação dos componentes internos/ImageFX
Desligar o aparelho imediatamente após a queda na água é essencial para reduzir o risco de curto-circuito e danos permanentes/ImageFX
Desligar o aparelho imediatamente após a queda na água é essencial para reduzir o risco de curto-circuito e danos permanentes/ImageFX
Enxaguar rapidamente em água doce pode ajudar a remover resíduos de sal antes da secagem completa do celular/ImageFX
Enxaguar rapidamente em água doce pode ajudar a remover resíduos de sal antes da secagem completa do celular/ImageFX
Colocar o smartphone em local ventilado e usar sílica gel aumenta as chances de absorver a umidade interna/ImageFX
Colocar o smartphone em local ventilado e usar sílica gel aumenta as chances de absorver a umidade interna/ImageFX
Mesmo modelos com certificação IP67 ou IP68 podem sofrer danos quando expostos à água salgada ou por tempo prolongado/ImageFX
Mesmo modelos com certificação IP67 ou IP68 podem sofrer danos quando expostos à água salgada ou por tempo prolongado/ImageFX

Outras recomendações emergenciais

A etapa seguinte é deixar o celular em local seco e bem ventilado, longe do sol e de fontes de calor. O uso de ventilador pode ajudar na circulação do ar. Uma alternativa mais eficaz que o arroz é colocar o aparelho desligado em recipiente fechado com sachês de sílica gel por 24 a 72 horas, permitindo a absorção gradual da umidade.

Vale citar que colocar o celular no arroz, prática popular, não é recomendado por fabricantes como Apple e Samsung, que alertam para o risco de partículas danificarem componentes internos.

Também não se deve utilizar secador de cabelo, expor ao sol, chacoalhar o dispositivo ou conectá-lo ao carregador enquanto houver qualquer indício de umidade. Objetos como cotonetes e palitos também podem empurrar água para dentro ou danificar conectores.

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Alguns usuários recorrem a áudios com frequências específicas para expulsar água dos alto-falantes. O recurso pode ajudar apenas nessa parte do aparelho, mas não resolve infiltrações internas.

Resistência a água, não ao oceano inteiro

Mesmo modelos com certificação de resistência à água, como IP67 ou IP68, podem sofrer danos. A proteção é testada, em geral, em água doce e por tempo limitado. Além disso, a vedação tende a se degradar com o uso e com a exposição frequente a sal e cloro.

Só é recomendável religar o aparelho após a certeza de que está completamente seco. Caso surja alerta de umidade na tela ou o celular continue apresentando falhas, a orientação é procurar assistência técnica especializada. Tentar abrir o dispositivo por conta própria pode agravar o problema e comprometer definitivamente o funcionamento.

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Em períodos de grande movimento nas praias, como o Carnaval, redobrar a atenção ao manusear o celular perto do mar pode evitar prejuízos que vão muito além da foto perdida.

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