Derrubar o celular no mar pode causar danos mais graves do que uma simples queda em água doce / ImageFX
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Carnaval, praia cheia, selfie à beira-mar e, em segundos, o celular escorrega para dentro da água salgada. Esse cenário é mais comum do que parece nesta época do ano, porém o acidente pode causar danos mais graves do que uma simples queda em água doce.
Os danos ocorrem porque o sal presente na água do mar eleva o potencial de corrosão e acelera a oxidação das placas e conectores internos do smartphone. Mesmo aparelhos com certificação IP68 (resistentes a água) podem sofrer danos permanentes, pois a vedação é testada somente em água doce.
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Pesquisas indicam que cerca de 25% dos proprietários de celulares já deixaram o aparelho cair na água ao menos uma vez. Em ambientes como praia e piscina, o risco é maior devido à presença de sal e cloro, substâncias que degradam componentes metálicos e podem comprometer bateria, alto-falantes e portas de carregamento.
A entrada de líquido costuma provocar falhas imediatas, como áudio distorcido, ausência de som, dificuldade para carregar e câmera embaçada. No médio prazo, o principal problema é a oxidação interna, que pode exigir a substituição de placas e outros componentes, elevando o custo do reparo.
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O primeiro passo é retirar o aparelho da água e desligá-lo imediatamente, sem testar funções. Quanto menos tempo energizado, menores as chances de curto-circuito.
No caso específico de contato com água do mar, pode ser indicado enxaguar o dispositivo em água doce corrente por um a três minutos para remover o sal acumulado, um procedimento que ajuda a reduzir a corrosão provocada pelos resíduos salinos.
Depois disso, é necessário secar cuidadosamente a parte externa com pano macio ou papel absorvente, dando leves toques próximos às entradas de carregamento e alto-falantes, sempre mantendo essas áreas voltadas para baixo. Também é importante remover chip, cartão de memória e capa de proteção para facilitar a ventilação.
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A etapa seguinte é deixar o celular em local seco e bem ventilado, longe do sol e de fontes de calor. O uso de ventilador pode ajudar na circulação do ar. Uma alternativa mais eficaz que o arroz é colocar o aparelho desligado em recipiente fechado com sachês de sílica gel por 24 a 72 horas, permitindo a absorção gradual da umidade.
Vale citar que colocar o celular no arroz, prática popular, não é recomendado por fabricantes como Apple e Samsung, que alertam para o risco de partículas danificarem componentes internos.
Também não se deve utilizar secador de cabelo, expor ao sol, chacoalhar o dispositivo ou conectá-lo ao carregador enquanto houver qualquer indício de umidade. Objetos como cotonetes e palitos também podem empurrar água para dentro ou danificar conectores.
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Alguns usuários recorrem a áudios com frequências específicas para expulsar água dos alto-falantes. O recurso pode ajudar apenas nessa parte do aparelho, mas não resolve infiltrações internas.
Mesmo modelos com certificação de resistência à água, como IP67 ou IP68, podem sofrer danos. A proteção é testada, em geral, em água doce e por tempo limitado. Além disso, a vedação tende a se degradar com o uso e com a exposição frequente a sal e cloro.
Só é recomendável religar o aparelho após a certeza de que está completamente seco. Caso surja alerta de umidade na tela ou o celular continue apresentando falhas, a orientação é procurar assistência técnica especializada. Tentar abrir o dispositivo por conta própria pode agravar o problema e comprometer definitivamente o funcionamento.
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Em períodos de grande movimento nas praias, como o Carnaval, redobrar a atenção ao manusear o celular perto do mar pode evitar prejuízos que vão muito além da foto perdida.