Tecnologia
Segundo uma pesquisa recente do Instituto de Tecnologia de Pequim, na China, esse aparelho pode ser mais crucial do que muitos imaginam
As emissões de gases geradas pelo uso de ar-condicionado podem elevar a temperatura média global em 0,05 °C / Reprodução/Freepik
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Em tempos quentes, um eletrodoméstico que se torna queridinho é o ar-condicionado. Entretanto, um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Pequim, na China, mostra que este aparelho consegue aquecer ainda mais o planeta.
Segundo os pesquisadores, o escape de fluidos refrigerantes do ar-condicionado conta com emissões de gases de efeito estufa que acabam impactando as mudanças climáticas na Terra.
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Por conta disso, até 2050, as emissões de gases geradas pelo uso de ar-condicionado podem elevar a temperatura média global em 0,05 °C, levando em conta um cenário moderado. Os resultados foram publicados pela revista Nature Communications em 25 de fevereiro.
O propósito da pesquisa feita pelos cientistas foi analisar como o clima, a demanda por opções de refrigeração e o crescimento econômico podem afetar o aquecimento global futuramente.
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Para que fossem detectadas tais informações, foram usadas técnicas para medir de que forma a umidade e a evolução da renda impactariam em compras futuras de ar-condicionado, além do uso de um simulador climático com o objetivo de calcular a temperatura do globo nos próximos anos.
Foram recriados cinco cenários climáticos futuros: um onde o mundo adotaria um modelo energético mais verde e outro em que continuaríamos dependendo bastante de combustíveis fósseis.
Logo, ao mostrarem o aumento de aparelhos pelo mundo e a elevação do tempo de uso deles, os cientistas projetaram que as emissões adicionais causadas pelos fluidos refrigerantes provocariam um aquecimento mundial de 0,003 °C a 0,05 °C a mais no globo.
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Como forma de controlar essa questão, os pesquisadores propuseram acelerar a transição energética para opções mais limpas, além de eliminar de forma gradual os fluidos refrigerantes da composição do ar-condicionado. Eles também sugeriram planejar melhor as cidades para que dependam menos do aparelho.
*Com informações do Metrópoles