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Carregou, destruiu: Como a bateria do seu celular está matando o fundo do mar

O achado aconteceu em uma missão próxima à ilha de Minami Torishima, no Oceano Pacífico; empresas e governos agora olham para as profundezas do oceano

Agência Diário

Publicado em 16/02/2026 às 14:01

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Fundo do mar pode guardar o segredo para o futuro dos nossos eletrônicos / World Meteorological Organization/Flickr

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Empresas e governos agora olham para as profundezas oceânicas em busca de metais essenciais para baterias modernas.

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Galeria: como a ação humana ameaça o fundo dos oceanos

A mineração em águas profundas pode liberar sedimentos tóxicos e comprometer ecossistemas ainda pouco explorados / Pixabay
A mineração em águas profundas pode liberar sedimentos tóxicos e comprometer ecossistemas ainda pouco explorados / Pixabay
O acúmulo de plástico e lixo industrial atinge até as regiões abissais, afetando cadeias alimentares inteiras / Pixabay
O acúmulo de plástico e lixo industrial atinge até as regiões abissais, afetando cadeias alimentares inteiras / Pixabay
A destruição de corais e organismos marinhos reduz a capacidade dos oceanos de absorver carbono, impactando o clima global / Pixabay
A destruição de corais e organismos marinhos reduz a capacidade dos oceanos de absorver carbono, impactando o clima global / Pixabay
Intervenções humanas no leito marinho alteram ciclos naturais que sustentam a biodiversidade do planeta / Pixabay
Intervenções humanas no leito marinho alteram ciclos naturais que sustentam a biodiversidade do planeta / Pixabay
A mineração submarina ameaça remover camadas inteiras do leito oceânico, destruindo espécies únicas antes mesmo que sejam totalmente conhecidas pela ciência / Pixabay
A mineração submarina ameaça remover camadas inteiras do leito oceânico, destruindo espécies únicas antes mesmo que sejam totalmente conhecidas pela ciência / Pixabay
Proteger o fundo dos oceanos é proteger também o equilíbrio ambiental que sustenta a vida na Terra / Pixabay
Proteger o fundo dos oceanos é proteger também o equilíbrio ambiental que sustenta a vida na Terra / Pixabay

A tecnologia que vasculha o abismo

Máquinas pesadas operam a milhares de metros de profundidade para extrair minerais valiosos como o cobalto.

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Esse processo envolve a raspagem do leito marinho para coletar pequenos nódulos que contêm metais.

Infelizmente, essa prática remove partes cruciais do habitat oceânico durante a sucção dos recursos minerais.

Além disso, o uso desses equipamentos robustos altera permanentemente a estrutura física de locais que antes eram intocados.

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Veja também: A gaveta da sua casa pode esconder um grande tesouro e basta você procurar por essas baterias e ficar rico.

Evidências reais de destruição biológica

Pesquisas recentes na Zona Clarion–Clipperton revelam que a vida animal sofreu um golpe duríssimo após testes de mineração.

O número de seres vivos no sedimento caiu cerca de 37% nas áreas afetadas.

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A diversidade de espécies também apresentou uma queda preocupante de aproximadamente 32% durante as análises.

Portanto, os dados confirmam que a atividade prejudica vermes e moluscos que sustentam o ecossistema profundo.

Impactos na sobrevivência das espécies

A mineração não afeta apenas o fundo, pois libera nuvens de sedimentos na coluna de água. Esses resíduos podem sufocar o zooplâncton, que serve de base alimentar para diversos peixes maiores.

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Veja também: 'Ilha dos cavalos': conheça terra isolada no Atlântico Norte que abriga espécies raras e selvagens.

Caso essa base da cadeia alimentar seja alterada, todo o equilíbrio oceânico corre um risco severo.

Além disso, peixes de importância comercial podem sofrer as consequências desse desequilíbrio ecológico em um futuro próximo.

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O futuro incerto dos nossos mares

Cientistas alertam que muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem descobertas pela ciência.

Atualmente, existe um forte movimento internacional pedindo uma pausa estratégica para evitar danos irreversíveis.

Enquanto alguns defendem o lucro tecnológico, outros priorizam a proteção ambiental de ecossistemas frágeis.

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O debate segue intenso entre governos e pesquisadores sobre como agir com a cautela necessária.

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