Urbanitários querem renegociação de acordo coletivo

A categoria pede a renegociação do acordo coletivo cuja data-base é junho

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02 MAR 201321h13

O Sindicato dos Urbanitários fez um manifesto, ontem pela manhã, em frente à Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga), na Praça dos Andradas, em Santos. A categoria pede a renegociação do acordo coletivo cuja data-base é junho.

Segundo o presidente do sindicato, Marcos Sérgio Duarte, o Marquito, a categoria reivindica a revisão da participação nos lucros e resultados (PLR) — hoje calculada sobre metas e resultados atingidos — e a manutenção do índice de rotatividade anual do quadro funcional em 1,5%.

De acordo com o sindicalista, a empresa aumentou o percentual de rotatividade de pessoal para 2,5%, ao ano. “De outubro de 2001 até dezembro de 2006, já foram desligados cerca de 110 trabalhadores e agora a empresa quer aumentar esse índice para 5% nos próximos dois anos”. Hoje a CPFL Piratininga tem cerca de 260 funcionários, segundo Marquito. 

O sindicalista disse que a empresa encerrou as negociações para o acordo coletivo de dois anos válido até 2009, na última quarta-feira e, desde então, os urbanitários tentam reabrir as negociações.

Quanto ao PLR, Marquito afirmou que a empresa não repassa valor proporcional ao lucro líquido obtido e sim com base no valor de referência de R$ 3.800. “Só no ano passado, o lucro líquido da CPFL Piratininga foi de R$ 1,5 bilhão”.

Já o secretário de Energia do sindicato, Marcos Gonçalves, afirmou que a manifestação de ontem também foi pela redução de tarifa e melhora nos serviços públicos de eletricidade. “As tarifas são altas para o consumidor e a empresa tem diminuído os postos de atendimento e consequentemente o número de funcionários para atender a demanda”.  

Em assembléia a categoria decidiu ontem à noite pela paralisação no próximo dia 11. Um dia antes,  o sindicato promove nova assembléia para organizar o movimento.

CPFL

Em nota, a CPFL Piratininga informou que “respeita a posição do Sindicato dos Urbanitários e reconhece como legítima sua manifestação, ressaltando que o movimento se deu de forma tranqüila e pacífica.

Esclarecemos ainda que a proposta apresentada pela empresa é a proposta final, sendo considerada positiva e representativa de um avanço, já tendo sido inclusive aprovada em assembléias nas regionais de Ribeirão Preto, São Carlos, Americana, Bauru e Araçatuba.”