Trabalhadores da CPFL podem deflagrar greve amanhã

Categoria rejeita proposta da empresa e quer continuar negociando, segundo o Sindicato dos Urbanitários

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25 JAN 201323h23

O Sindicato dos Urbanitários (Sintius) realizará assembleia nesta segunda-feira, às 18 horas, com os trabalhadores da CPFL Piratininga para definir se a categoria entrará em greve a partir da zero hora de amanhã. O motivo é o impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2010. A reunião ocorrerá na sede da entidade, que fica na Rua São Paulo, 24/26, Vila Belmiro, em Santos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários (Sintius), Marcos Sérgio Duarte a assembleia foi convocada porque, em reunião realizada na última sexta-feira, a empresa teria apresentado sua proposta final de reajuste salarial de 5,5%, com repasse aos benefícios, o que não foi aceito pela categoria. 
 
Marquito afirmou que além do reajuste salarial de 5,5%, a categoria reivindica mais 5% de aumento real de salário, aumento da verba para cursos de qualificação profissional, aumento no índice de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que hoje é de 1,11% e revisão das metas para remuneração do PLR.

Marquito destaca que o grupo CPFL obteve lucro líquido de R$ 1,27 bilhão no ano passado e de R$ 283 milhões neste primeiro trimestre, número 6,5% maior do que o mesmo período do ano anterior.

De acordo com Marquito, a CPFL Piratininga tem cerca de 270 trabalhadores na Baixada Santista. Em princípio, o sindicato pretende deflagrar paralisação por tempo indeterminado, porém, a duração da greve será decidida na assembleia de hoje.