Sintraport: Eleições terminam hoje

São maiores as possibilidades de vitória do presidente Robson de Lima Apolinário, da chapa 1. Ele enfrenta o ex-presidente Edemílcio Vicente Vieira

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26 OUT 201112h26

O resultado imprevisto é no sindicato dos operários portuários (Sintraport), o segundo maior de avulsos do porto de Santos, cujo pleito começou na última segunda-feira (24) e termina hoje. Nele, são maiores as possibilidades de vitória do presidente Robson de Lima Apolinário, da chapa 1, que tenta o quarto mandato consecutivo. Ele enfrenta o ex-presidente Edemílcio Vicente Vieira.

São 2537 portuários com direito a voto. Para a eleição ter validade, precisam votar 50% mais um dos eleitores, ou seja, 1269. Se não houver quorum, o segundo turno será dentro de 30 dias.

Nesse caso, o quorum será obtido com qualquer número de votantes. Há 24 urnas, distribuídas entre a sede da Rua General Câmara, 258, os postos de escalação do Ogmo e locais de trabalho.

As chances de Robson são maiores que as de Edemílcio por causa da permanência na direção por nove anos, por maior aceitação na categoria e pela grande rejeição a Edemílcio.

O líder da chapa 2 também foi presidente por três mandatos de nove anos, entre 1995 a 2002, mas deixou o sindicato bastante defasado, com dívidas e com o prédio arruinado.

Dívidas pagas

A gestão de Robson, muito por conta da rigidez financeira do tesoureiro José Domingos Vita, que não concorre à reeleição, conseguiu recuperar o Sintraport. Nos últimos nove anos, o sindicato pagou cerca de R$ 5 milhões de dívidas referentes a processos trabalhistas da antiga força supletiva e saldou mensalmente suas obrigações com o INSS.

Mesmo assim, o Sintraport acumula dívida de R$ 10 milhões, com a Previdência Social, por não-pagamento de parcelas nas gestões anteriores a 2003. Mesmo com alguma rejeição, Robson tem mais chance também por conta de seu programa ‘pé no chão’. Seu principal compromisso é a manutenção do mercado de trabalho avulso.

Ele também apresenta propostas administrativas vultosas, como a permuta para construção de um moderno prédio, no lugar da antiga e desgastada sede. Isso resultará, segundo ele, na incorporação de escritórios, consultórios, salão de assembléia, salas e vagas no estacionamento ao patrimônio do sindicato.

“A medida certamente trará renda, o que permitirá melhor atendimento à família portuária, mais luta por melhores salários e condições de trabalho, mais assistência etc”, diz o sindicalista.

CUT

Edemílcio, apoiado pelo Settaport e CUT, propõe mais aproximação do sindicato com os trabalhadores, alegando que a diretoria está afastada dos locais de trabalho.