Sindserv rejeita reajuste de 6,46% proposto pela Prefeitura

Categoria reivindica 15% de reajuste salarial, mas sindicato convocará assembleia para discussão e votação da proposta da Administração

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14 JAN 201322h14

A segunda rodada de negociações do acordo coletivo de trabalho dos servidores públicos municipais de Guarujá não agradou a categoria. Na sede do Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura de Guarujá (Sindserv), o secretário executivo de Ação Governamental da Prefeitura, Ricardo Joaquim Augusto de Oliveira, apresentou proposta de reajuste salarial de 6,46% agora em abril — vencimento da data base —, mais 0,6% em setembro. 

Entretanto, a proposta não chega à metade do reajuste reivindicado pela categoria, de 15%. “Este índice oferecido está muito distante do reivindicado pela categoria, mas a proposta será levada para assembleia para apreciação da categoria”, disse a presidente do Sindserv, Márcia Rute Daniel Augusto, ao final da reunião.

A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, equivalente a 12,11% de IGP-M entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011, mais 2,89% de aumento real. E ainda abono salarial de R$ 250, 34% de recuperação das perdas salariais de dez anos, sendo 5% em 2011, 5% em 2012 e 3% ao ano, até 2020.

Atualmente, os servidores municipais de Guarujá recebem abono salarial de R$ 150. A categoria reivindica ainda aumento no valor do vale-alimentação de R$ 250 para R$ 350. 

Porém, Ricardo Joaquim já adiantou na reunião de ontem que a Administração Municipal hoje não tem condições de atender a recuperação das perdas salariais reivindicada pelo funcionalismo. A data da assembleia para apreciação da proposta da Prefeitura será definida posteriormente pelo sindicato.

1a reunião

A negociação começou no último dia 6, com análise das 26 reivindicações sociais. As reivindicações foram entregues à prefeita Maria Antonieta de Brito, no dia 10 de março, no Paço. Na oportunidade, Maria Antonieta destacou a importância do sindicato para a organização da categoria e ficou de estudar a pauta aprovada na assembléia de 1º de março.