Sindilimpeza acusa empresa de coação; caso acaba na delegacia

O presidente do sindicato, Djalma Sutero da Silva, acusa a empresa Claer de coagir 93 funcionários a pedirem demissão para não pagar rescisão

Comentar
Compartilhar
06 FEV 201323h25

Reunião realizada ontem com funcionários contratados pela empresa Claer Terceirização Inteligente, prestadora de serviços de limpeza no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, rendeu um boletim de ocorrência na delegacia.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente (Sindilimpeza), Djalma Sutero da Silva, registrou queixa no 3º Distrito Policial de Vila Nova, em Cubatão depois de testemunhar suposta coação da empresa para quer 93 trabalhadores pedissem demissão.

“A empresa levou os trabalhadores para um casa vazia em Cubatão, fez a reunião na cozinha, e coagiu os trabalhadores para que eles pedissem demissão, para não pagar as verbas rescisórias”, afirmou Djalma.

Segundo o presidente do Sindicato, essa atitude é totalmente irregular. “Os trabalhadores não podem perder o direito às verbas rescisórias. Como se não bastassem as dificuldades que já vinham enfrentando há meses, agora a empresa quer lesar ainda mais os direitos do trabalhador conquistado arduamente. Desta forma, muitos perderiam o tempo de serviço que influencia em direitos como o FGTS, férias, etc”.

Segundo o sindicato, há pelo menos seis meses, os funcionários enfrentam problemas com a empresa Claer. Entre eles, falta de segurança e condições de trabalho, falta de pagamento ou atraso de salários, cestas básicas e vale-transporte.

O sindicato alega que após ter perdido o contrato, a “Claer simplesmente quer deixar os ex-funcionários sem nenhum respaldo, assim como já fez, segundo denúncias de trabalhadores de outras cidades, como Osasco, por exemplo”.

Nossa reportagem tentou localizar os representantes da empresa que participaram da reunião e teriam feito a proposta aos trabalhadores, mas não eles não foram encontrados na sede da empresa, em São Paulo, para dar esclarecimentos.

Ministério Público

Djalma afirmou que denunciará o caso ao Ministério Público e deverá acionar a Justiça para o bloqueio dos pagamentos a serem feitos pelo Hospital Guilherme Álvaro à empresa. “Vamos tentar o bloqueio das faturas junto ao Hospital Guilherme Álvaro. A empresa ainda tem duas parcelas a receber”.