Sindicato reivindica reposição salarial e equiparação de benefícios

Sindicatos dos funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo realizam desde o último dia 13, movimento pelo cumprimento da data-base da categoria pelo Governo do Estado e abertura da rodada de negociações

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06 FEV 201323h22

De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil da Região de Santos, Litoral Norte e Sul e Vale do Ribeira, Walter de Oliveira Santos, o Estado ainda não sinalizou para a discussão da campanha salarial deste ano. “Nossa data-base é 1º de março e até agora não tem nenhuma proposta. O governador não cumpre a nossa data-base”.

Segundo Walter, em maio o sindicato foram iniciados os diálogos com a Secretaria de Segurança Pública e com o delegado geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, quando foi apresentada a pauta de reivindicações da categoria.

Entre elas, a definição de um valor único do Adicional de Local de Exercício (ALE), reposição das perdas salariais dos últimos 10 anos (até 2008 era de 53%) aposentadoria de 25 anos para mulheres, licença-prêmio, pecúnia e mudanças nas condições de trabalho. “Em agosto do ano passado ficou acertado que a Polícia Civil deixaria de fazer a escolta de presos que cabe à Polícia Militar. Nosso trabalhado é investigação, que fica para segundo plano”.

O sindicalista explicou que hoje o valor do ALE é diferenciado em cada cidade. “Em Santos, o adicional é R$ 300 e na Capital, R$ 900. Nós queremos unificar o ALE em R$ 900, em todas as regiões”. 

Walter disse que no ano passado a categoria teve 12% de reajuste salarial que foi pago em duas parcelas de 6%. Walter adiantou que a categoria realizará novo ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no próximo dia 16 de outubro. Mas, diferente do ato realizado no ano passado, que terminou em conflitos com a Polícia Militar em agosto, os policiais civis farão uma caminhada, em homenagem ao bandeirante Domingos Jorge Velho.