Sindicato dos Servidores esclarece que negociações continuam

O Sindicato dos Servidores Municipais de Praia Grande informou ontem que as negociações da pauta de reivindicações do funcionalismo com a Administração Municipal não acabaram

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09 JAN 201321h15

O sindicato procurou a reportagem do DL para prestar esclarecimentos após matéria publicada na edição de ontem, na qual servidores reclamaram da aprovação do reajuste salarial à revelia da categoria, sem a realização de assembleias.

Além disso, os servidores se queixaram que outras reivindicações não foram atendidas como concessão do ticket refeição, subsídio de 50% do valor desembolsado com plano de saúde e a fixação da despesa com pessoal de 48% da receita corrente líquida, além do aumento para R$ 180 do Cartão Bônus Alimentação (CBA). “A cesta básica era R$ 140 e a Prefeitura passou para R$ 150. E ninguém nos consultou pra ver se aceitávamos o aumento de só R$ 10, quando a reivindicação era de R$ 180”, afirmou a servidora Waldelice Santos.

O reajuste concedido em maio foi de 7% e de 12% para alguns cargos como agente administrativo e motorista. O executivo afirma que chegou ao valor considerando a inflação apurada nos últimos 12 meses da ordem de 6,30%.

Resposta do sindicato

“O processo de negociação salarial, iniciado em novembro do ano passado, quando o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Praia Grande, Givanildo Berto da Silva entregou a pauta de reivindicações ao prefeito Roberto Francisco dos Santos, foi concluído, em maio, com o acordo sobre os índices de reajustes salariais. Mas as reivindicações trabalhistas e por mais benefícios para os trabalhadores municipais prosseguem, ao longo do ano. O reajuste salarial foi de até 12,35%.

O presidente Gil ressalta que o processo de elaboração da pauta de reivindicações é aberto à participação de todos servidores. “O Sindicato realizou reuniões setoriais para levantar as prioridades de cada segmento do funcionalismo municipal. A pauta aprovada é endossada com a assinatura de trabalhadores que participaram dessas reuniões.

As informações também foram divulgadas através do boletim ‘O Sindical’, do jornal ‘O Sindical Expresso’ e no site da entidade. Ou seja, o sindicato mantém diálogo permanente com a categoria, abre espaço a todos. Nossa gestão é democrática, respeita opiniões divergentes. Críticas, quando construtivas, ajudam a aperfeiçoar o trabalho. Mas, em primeiro lugar, a voz da maioria”, afirma.

‘Ano a ano, avançamos nas negociações com a Administração Municipal. Em 2009, conseguimos a incorporação dos abonos e reajuste de 6%. No ano passado, garantimos a remuneração mínima de R$ 800,00 para mais de 3.500 funcionários, adicional de insalubridade aos agentes comunitários de saúde e endemias (dengue), a redução da jornada de trabalho de 33 para 30 horas semanais para as atendentes de educação. Na campanha deste ano, conquistamos aumentos salariais diferenciados para vários segmentos’, destacou o presidente Gil.

Quanto aos itens da pauta que ainda não foram atendidos pela Prefeitura, o presidente Gil ressalta que o Sindicato continua dialogando com a Administração Municipal para resolver as demandas do funcionalismo público, como o plano de carreira dos atendentes de educação II (processo de elaboração foi iniciado no último dia 9), bem como a incorporação da gratificação ao salário base desses profissionais; a revisão da lei que disciplina a carreira dos guardas civis municipais; o aumento do valor Cartão Bônus Alimentação, plano de saúde subsidiado pela Prefeitura (50%), tíquete refeição, vale transporte intermunicipal, entre outros pedidos.

“A negociação não termina com o aumento salarial. O processo é dinâmico. Continuamos lutando para conquistar mais benefícios para os trabalhadores. Exemplo disso é o Cartão Bônus Alimentação. Fechamos acordo no valor de 150 reais (aumento de 7,15%), mas, em seguida, já protocolamos novo pedido de reajuste. De 2005 a 2010, o valor do CBA teve aumento de 154,54%”, disse.

O aumento de 7%, a partir de 1º de maio, contemplou mais de nove mil trabalhadores. O índice está acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 6,30%. Também foi superior ao reajuste concedido pela Prefeitura, no ano passado, que ficou em 5,5%.

Para um grupo de trabalhadores o aumento foi diferenciado. Além dos 7%, a Prefeitura concedeu mais 5%. Com isso, a remuneração destes funcionários sofreu acréscimo de até 12,35%. A medida atende reivindicação apresentada pelo Sindicato à Prefeitura com a finalidade de adequar a remuneração de alguns cargos como agente administrativo (634 funcionários), motorista (281), guarda civil 4ª classe (217), servente II (303), uma vez que, após a fixação do menor salário em R$ 800,00, em 2010, os vencimentos de vários segmentos do funcionalismo municipal ficou defasado.

O reajuste de 12,35% também incide sobre os salários dos seguintes cargos: agente de fiscalização I, agente de unidade social II, assentador de tubos, auxiliar de mecânico, calceteiro, borracheiro, coveiro, carpinteiro, dirigente de creche, eletricista, encanador, feitor, operador de rádio, jardineiro, lubrificador, pedreiro, auxiliar de topógrafo, inspetor de alunos, pintor e mecânico. Para o cargo de servente I (303 trabalhadores), o reajuste foi de 9,68%, sendo que o salário-base passou de R$ 800,00 para R$ 877,40”, esclareceu o sindicato.