Sindicalistas fazem mobilização pelo fim do fator previdenciário

Sindicalistas e aposentados estão mobilizados em Brasília e pressionam deputados para colocarem projeto em votação

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20 NOV 201214h39

Dirigentes sindicais de todo País estão mobilizados em Brasília. Eles mantêm pressão para cobrar dos parlamentares um posicionamento para que o projeto sobre o fim do fator previdenciário seja incluído na pauta desta semana. A votação, no entanto, ainda depende de acordo entre os líderes dos partidos.

O presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap), disse ao Diário do Litoral, que existe a promessa de se colocar a extinção do fator em votação, e que por isso mesmo deve haver mobilização e pressão para que isso ocorra, pois do contrário, o projeto pode ficar para 2013.
 
"O fator é perverso, e todos sabem disso, mas o presidente da Câmara dos Deputados  Marco Maia, nos garantiu que ele será votado, só que pretende antes fazer um acordo com os líderes e o próprio Governo, para que não haja o veto presidencia, como ocorreu em 2010". 
 
As negociações de bastidores cresceram nas últimas horas, porque o governo não aceita o fim do fator atual sem uma compensação. Essa compensação é a fórmula 85/95, que em outros momentos já havia sido discutida e descartada.
 
Dirigentes sindicais de todo País estão mobilizados em Brasília (Foto: Divulgação)
 
Senador Paulo Paim diz: " vamos aprovar nem que eu tenha que entrar em greve de fome" 
 
O senador Paulo Paim, explicou que  a fórmula 85/95 está mais “próxima de um entendimento”. De acordo com essa proposta, baseada no substitutivo do então deputado Pepe Vargas, a aposentadoria sem cortes aconteceria quando a soma da idade e dos anos de contribuição atingisse 85, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens.
 
E justifica:" Não é o ideal, mas, pior que o atual fator previdenciário, não existe" , disse o senador petista. Ao final mencionou que o fim do fator tem que ser aprovado neste ano, " nem que eu tenha que entrar em greve de fome".
 
Ele concluiu seu discurso de forma contundente ao mencionar que, após aprovado na Câmara, o projeto voltará ao Senado ainda esse ano, e garantiu: " Nem que eu tenha que entrar em greve de fome aqui, vão ter que aprovar".

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