Sindicalistas criticam nomeação para Seport

Nome indicado é alvo de críticas dos sindicalistas portuários e avulsos.

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17 DEZ 201218h32

Faltando poucos dias para subir as escadarias do Paço Municipal e tomar posse como prefeito eleito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa está sendo alvo de críticas do movimento sindical portuário. E a origem vem da nomeação do administrador de empresas José Eduardo Lopes para o cargo de secretário municipal para Assuntos Portuários e Marítimos, que  foi recebida com ressalvas pelos sindicatos de trabalhadores do setor, que se mostraram surpresos com a indicação e reclamam da ausência de diálogo com a categoria sobre o tema.

Na opinião de alguns sindicalistas, Paulo Alexandre poderia ter convocado as entidades representativas do seguimento para uma reunião informal antes de anunciar o nome do novo titular da SEPORT. “Infelizmente, o novo prefeito já chega desperdiçando uma grande oportunidade de apresentar seu cartão de visitas aos portuários que foram surpreendidos com a notícia”, afirmou o presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), Robson Apolinário. 
 
Adilson de Souza - Portuários queriam ser ouvidos. (Foto: Sind. Consertadores)
 
Para o presidente do Sindicato dos Consertadores, Adilson de Souza, o futuro prefeito deixou as entidades que o apoiaram durante a campanha eleitoral em situação difícil. “Não estou questionando o nome do próximo secretário, até porque não o conheço, mas sim a forma como o processo se desenvolveu sem a participação dos portuários, principalmente os que “fecharam” com a candidatura do Paulo durante as eleições”. Adilson informa que a cobrança das bases já é grande. “Os questionamentos dos companheiros tiveram início assim que a notícia foi veiculada, nos deixando sem saber o que explicar até porque não conhecemos o executivo escolhido, e isso para mim foi uma absoluta falta de consideração”, reclamou.
 
Engrossando o coro dos descontentes está Jozimar Bezerra de Menezes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Bloco. “O desapontamento é grande, sobretudo pela falta de sensibilidade do próximo prefeito com os companheiros portuários que deveriam, no mínimo, serem ouvidos antes do anúncio”.