Servidores se mobilizam para pressionar prefeito Paulo Alexandre

Com data-base neste mês, estatutários de Santos aprovaram em assembleia várias manifestações em busca do reajuste

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03 FEV 2017Por Da Reportagem10h50
Fábio Pimentel, presidente do Sindest, diz que a categoria vai promover mnifestações em todos eventos que tenha a presença do prefeitoFoto: Rodrigo Montaldi/DL

A partir da semana que vem, o Sindicato dos Servidores Municipais Estatutários de Santos (Sindest) vai estar em todas as atividades públicas em que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), esteja participando.

“No evento em que ele estiver, lá estaremos, com megafones, faixas, panfletos e outros instrumentos de campanha salarial”, explica o presidente do sindicato, Fábio Marcelo Pimentel.

A medida foi aprovada em assembleia, na noite de quarta-feira, 1º de fevereiro, data-base de reajuste salarial da categoria, além de outras atividades de pressão sobre a prefeitura.

A diretoria do sindicato e os servidores presentes na assembleia mostraram-se indignados com o fato de Paulo Alexandre não ter apresentado contraproposta às reivindicações.

Na quarta-feira próxima (8), o funcionalismo participará de ato público na Praça Mauá, Centro, diante do paço municipal, com carro de som e palanque.

“Faremos um grande forrobodó, a partir do meio-dia, com discursos de sindicalistas e pessoal de base a partir das 17 horas, cobrando uma proposta do executivo”, adianta Fábio.

Na quinta-feira (9), haverá nova assembleia, para avaliar as atividades da semana, e analisar possível oferta da prefeitura para renovação do acordo coletivo de trabalho.

Manifestações-Ao longo do mês, caso Paulo Alexandre não apresente contraproposta satisfatória, o Sindest continuará promovendo manifestações, atos públicos e assembleias.

“Falta bom-senso ao prefeito”, diz o sindicalista. “Por isso, onde estiver, se for local público, vamos abordá-lo e perguntar o que ele tem contra o funcionalismo”.

Ao final do mês, se persistir o impasse, a assembleia debaterá a alternativa da greve, explica Fábio Pimentel. A categoria reivindica 6,29% de reposição inflacionária e 10% de aumento real.