Servidores da Anvisa estimam liberar 80% dos processos parados no porto de Santos

A suspensão temporária da paralisação foi feita pelos trabalhadores, a pedido do Governo Federal

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14 MAR 201322h45

Os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atuam no porto de Santos, pretendem liberar 80% dos processos parados em função da greve, neste período de trégua de dez dias, que começou no último dia 3. A suspensão temporária da paralisação foi feita pelos trabalhadores, a pedido do Governo Federal. 

Segundo o diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sisprev), Wellington do Nascimento Rodrigues, a inspeção e liberação de medicamentos e aparelhos hospitalares distribuídos para unidades de saúde pública tem sido a prioridade do comando de greve desde o início da paralisação em 21 de fevereiro.

Wellington afirmou que a categoria espera que o Governo abra um canal de negociações até o próximo sábado, quando encerra a trégua. Ontem, representantes da federação nacional da categoria se reuniram, em Brasília, com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. Durante este terceiro encontro, sindicalistas e o secretário trocaram informações para que as partes conheçam os posicionamentos das autoridades e dos trabalhadores.

“Se até o dia 15 o Governo propor mesa de negociação, encerraremos a greve, do contrário, daremos continuidade à paralisação”, declarou o sindicalista. Caso não haja abertura, os servidores farão assembléia, na segunda-feira, para determinar as diretrizes para a retomada da paralisação.

De acordo com o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Eduardo Lopes, os prejuízos contabilizados com a greve até o dia 3 deste mês, só no porto de Santos, foi de US$ 230 milhões. “Acredito que durante o período de trégua seja possível atender as coisas mais urgentes, mas a normalização dos serviços só ocorrerá num prazo de dois a três meses”, estimou Lopes, caso a greve termine no dia 15.

Os servidores reivindicam a reestruturação da carreira com a criação dos cargos de fiscais para encaixar os servidores que já atuam nesta função e a igualdade salarial entre os trabalhadores antigos e os contratados em 2004. A remuneração dos antigos é maior que a dos novos, conforme o Sisprev.

Greve

Em todo o País, a Anvisa tem 1.600 servidores, dos quais 80% aderiram à greve. A paralisação iniciou no dia 21 de fevereiro em oito estados, com adesão de 70% e se estendeu por 14. Em Santos, o órgão conta com 29 servidores, estando 22 na ativa. Os demais estão de férias ou licenciados.