Sem gelo, pescadores não abastecem estabelecimentos comerciais

Pescadores ficaram sem o fornecimento porque funcionários do Terminal Pesqueiro Público de Santos entraram em greve.

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09 JAN 201310h00

De 30 a 40 toneladas de peixe deixaram de abastecer os mercados da Região e até mesmo a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), nesta terça-feira (8), com a paralisação dos funcionários da empresa Sublime,  que administra o Terminal Pesqueiro Público de Santos (TPS). Terceirizada do Ministério da Pesca e Agricultura, a empresa não paga os trabalhadores há dois meses.

Com a paralisação, mais de 40 barcos pesqueiros estavam atracados, ontem, no Porto de Santos. Sem gelo, que é fabricado pela Sublime, pescadores não saíram à pesca e, consequentemente, não forneceram os peixes para abastecimento dos estabelecimentos comerciais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Pescadores e Trabalhadores Assemelhados do Estado de São Paulo, Jorge Machado da Silva, os funcionários da Sublime não recebem salário há dois meses e também não receberam o 13º salário no final do ano passado.

Administradora do Terminal Pesqueiro de Santos não paga os trabalhadores há dois meses. (Foto: Matheus Tagé/ DL)

“Sem gelo, não tem como esses pescadores armazenarem peixes para fornecimento”, diz Machado da Silva. De acordo com o presidente do sindicato, os pescadores fornecem até 40 toneladas de peixes para o Mercado Municipal de Peixes de Santos, Rua do Peixe, outros estabelecimentos comerciais e “até o Ceagesp, em São Paulo. Hoje (ontem), ninguém recebeu peixe”.

O superintendente do Ministério da Pesca e Agricultura no Estado Jorge Augusto de Castro explica que a Sublime tem concessão para administrar o TPS, responsável por serviços como descarga dos pescados, fornecimento de gelo, entre outros. No entanto, a empresa informou, por meio de carta, que não tinha mais interesse de administrar as atividades do terminal. “O Ministério recebeu essa carta no final do ano passado”, conta Augusto de Castro.

A verba para pagar os funcionários está garantida, mas o Ministério não pode, juridicamente, efetuar o pagamento. “Se a gente (o Ministério da Pesca) liberar o dinheiro e pagar os funcionários, a Sublime pode entrar com ação contra o Ministério exigindo a quantia”, explica o superintendente.

Diante disso, corre no Ministério do Trabalho Ação para que o Ministério da Pesca possa depositar o pagamento dos funcionários da Sublime com autorização do Órgão. Augusto de Castro ainda não tem previsão de quando isso deverá ocorrer.