Professores de Cubatão decidem continuar em greve

Assembleia realizada ontem à tarde votou pela manutenção da greve por tempo indeterminado no ensino municipal

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27 MAR 2019Por Glauco Braga08h00
Os professores da cidade não confiaram na proposta do governo e mantiveram o movimentoFoto: Nair Bueno/DL

Os professores da rede municipal de ensino de Cubatão continuam em greve por tempo indeterminado. Existia uma possibilidade do movimento ser suspenso, mas a assembleia realizada ontem à tarde decidiu pela continuidade. São 1,3 mil educadores na Cidade.

Os professores estão aguardando um projeto de lei de autoria do do Executivo para restabelecer os 30% de adicional nos salários de quem possui graduação superior, que foi cortado por determinação da Justiça. Ontem, inclusive, os educadores estiveram nas galerias da Câmara para pressionar os vereadores.

Como o projeto não foi apresentado à Câmara Municipal, eles decidiram dar prosseguimento com a paralisação.

Cubatão possui 55 escolas da rede pública e pouco mais de 15 mil alunos.

Eles reivindicam recomposição salarial referente à redução de 30% dos proventos do Infantil e Fundamental 1, o fim dos processos de desaposentadoria, a garantia de aposentadoria sobre a jornada total e o pagamento do piso nacional do magistério para o infantil 1 e condições dignas de trabalho, pois alegam que as escolas do município estão destruídas.

Prefeito

Ao tomar conhecimento, na tarde de sexta-feira, da decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, de negar provimento ao recurso interposto pela Administração Municipal e declarar a inconstitucionalidade do acréscimo salarial de 30% a título de gratificação de nível universitário, o prefeito Ademário Oliveira afirmou que a Prefeitura trabalha em um novo projeto de lei, que será enviado à Câmara, para recuperar as perdas salariais.

Ademário deixou claro que "a vontade política do governo é restabelecer o poder de compra dos servidores municipais". 

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