Petroleiros podem deflagrar greve de quatro dias

Categoria quer que Petrobras melhore proposta com aumento real de salário e equiparação econômica e social entre ativos e aposentados

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20 JAN 201315h59

Os petroleiros poderão deflagrar greve de 9 a 12 de novembro, caso a Petrobras não melhore a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho 2009(ACT/2009). Descontentes com a proposta da estatal que descarta aumento real de salário, e uma série de cláusulas econômicas e sociais, a categoria manteve posição contrária em assembleia realizada ontem, em Santos, quando decidiu pela possibilidade do movimento grevista.

O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros no Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Ademir Gomes Parrela, que esteve em Brasília ontem, disse ao DL que, diferente do último movimento grevista, a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) vai propor um movimento unificado entre os 18 sindicatos que representam a categoria para pressionar a Petrobras a abrir negociação, caso a estatal não se pronuncie até o próximo dia 9.

De acordo com a FNP, a Petrobras “ignorou” as 197 cláusulas econômicas e sociais reivindicadas e o aumento real de salário. Os petroleiros reivindicam ainda a equiparação entre trabalhadores da ativa e aposentados. Eles afirmam que a estatal discrimina ativos e inativos, ao propor abonos, gratificação contingencial, remuneração mínima por nível e regime (RMNR) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Em protesto à proposta patronal, no último dia 16 os petroleiros deflagraram greve na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão. Na ocasião, cruzaram os braços 100% dos operários da refinaria e 70% dos funcionários do quadro administrativo da empresa. No terminal da Alemoa, 100% dos trabalhadores da operação, setor administrativo e trabalhadores terceirizados também aderiram ao movimento de greve.

O mesmo ocorreu no terminal de São Sebastião, com adesão total dos operários e 85% do setor administrativo. De acordo com Parrela, os petroleiros mantêm o estado de greve.

O coordenado-geral do Sindipetro-LP esteve em Brasília ontem para encontro com o deputado Paulo Paim (PT-RS) que vêm apoiando às entidades representativas dos petroleiros nas questões de interesse da categoria.

Rio de Janeiro

Segundo informações divulgadas no site do Sindipetro-RJ, petroleiros mantém a ocupação do Edifício Torre Almirante (Edita), da Petrobras, no Rio de Janeiro. Os sindicalistas estão na sala onde acontecem as negociações em torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT/2009) desde o último dia 20.

A ocupação foi aprovada em Assembleia dos Aposentados, no dia 20, e ratificada na plenária da Frente Nacional dos Petroleiros(FNP), ocorrida no dia 24. A ocupação também foi aprovada na assembleia dos trabalhadores do Edita, no dia 26, sem nenhum voto contrário.