Petroleiros param na região por 24h

Mobilização, que não parou produção da RPBC, foi protesto diante do risco de privatização da estatal

Petroleiros do litoral paulista deflagraram ontem uma greve de protesto, por 24 horas, paralisando atividades na Refinaria Presidente Bernardes, Terminal Pilões e Termoelétrica (Cubatão), UTGCA (Caraguatatuba), no edifício do Valongo (Santos) e Tebar (São Sebastião).

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Um dos motivos da paralisação nacional é a luta contra a venda de ativos pela presidente Dilma e o Projeto de Lei do Senador José Serra (PSDB) que tenta privatizar a Petrobras.

Diante do risco iminente de privatização da empresa, através do plano de negócios e da tentativa de entrega do pré-sal às petrolíferas estrangeiras e por conta de que a Petrobras vive hoje um dos maiores ataques já sofridos desde a quebra do monopólio estatal do petróleo, na década de 1990. Os petroleiros tiveram apoio de várias entidades sindicais e também da central sindical Intersindical.

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Segundo os dirigentes da Intersindical e dos petroleiros a greve foi apenas o início de uma grande luta em defesa da Petrobras e da soberania nacional do país.
Sindicalistas afirmaram nos protestos que o pré-sal brasileiro tem reservas de 300 bilhões de barris. Destes 60 bilhões foram descobertos pela Petrobras. Tudo isso vale 6 trilhões de dólares. Com isso o Brasil tem autossuficiência para mais 50 anos e será um dos 10 maiores produtores de petróleo mundial.

“A Petrobras é a única entre as 5 maiores do setor que aumenta a produção. Exxonmobil (EUA), Britsh Petroleum (britânica), Shell (anglo-holandesa) e Chevron (EUA) estão em queda. Estão golpeando a Petrobras para fatia-la”, alerta Eneida Koury, secretaria geral do Sindicato dos Bancários e da coordenação nacional da Intersindical.

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“Nossa trajetória de luta é por um governo que represente os trabalhadores, contra a terceirização, contra o ajuste fiscal, contra a privatização da Petrobras e de qualquer serviço público como acontece com as OSs. Vamos construir uma greve geral juntamente com movimentos sociais, políticos e sindicais do país. Só resta ao trabalhador muita unidade e luta”, afirmou Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e Secretário de Relações Internacionais da Intersindical.

Não afetou produção

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A greve não chegou a afetar a produção da refinaria, segundo informou a empresa. Os petroleiros que estavam no turno de quinta-feira permaneceram no local.