País vai debater mortes no trabalho

Conferência Nacional quer solução para reduzir o número elevado de acidentes e mortes no trabalho. Em 42 anos, País registra mais de 155 mil mortes

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16 ABR 201411h46

O Brasil vai debater formas eficazes de combater os acidentes, mortes e doenças profissionais que ocorrem  no País. Dados do Anuário Estatístico do INSS, aponta que, desde sua criação,  em 42 anos, foram registrados 38.181.856 milhões de acidentes e doenças do trabalho em todo o país. Destes, 558.261 mil, foram afastados por incapacidade permanente e, 155.761 trabalhadores perderam suas vidas nos locais de trabalho.

Assustados com estes números, autoridades e especialistas vão promover de 10 a 13 de novembro deste ano será  a 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, em Brasília. De 05 a 07 de junho, Porto Alegre sedia a 3ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador. Até junho, serão realizadas Conferências Macrorregionais em sete regiões do Estado.

Diante da necessidade de qualificar os trabalhadores para disputar espaços e projetos, que realmente defendam a Saúde do Trabalhador nos locais de trabalho, a CUT promove a 1ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador da Central, que acontecerá, a partir da próxima quarta-feira, com encerramento na sexta, em São Paulo.

Especialistas explicam que os acidentes e doenças de trabalho, graves e fatais fazem parte de uma realidade que tem de ser combatida cotidianamente no ambiente laboral, por isso é fundamental que os trabalhadores se apropriem dessa pauta. E com representantes capacitados, as conferências se tornam, de fato, uma possibilidade de mudar essas estatísticas.

Especialistas afirmam que há necessidade de qualificar os trabalhadores para o mercado de trabalho (Foto: Matheus Tagé/DL)

Tanto a etapa nacional, como a estadual, incentiva a realização de pré-conferências para qualificar o debate e levar em conta a realidade de diferentes regiões. No Rio Grande do Sul serão realizadas sete Conferências Macrorregionais, organizadas pela Comissão de Organização de cada região.

Para conhecer a situação de cada local, os trabalhadores de vários ramos de produção deverão apresentar as condições da saúde do trabalhador e debaterem do que deve ser feito para evitar o adoecimento dos trabalhadores.

“Cada etapa também deve elaborar propostas para município, macrorregião, Estado e União, propor diretrizes para a definição da Política Estadual e discutir a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador”, conta o diretor da CUT-RS e integrante do Conselho Estadual da Saúde (CES-RS), Cláudio Augustin.