Mobilização e muita resistência

Sindicalistas portuários começam nesta quarta-feira (27), em Brasília, a semana da mobilização e resistência

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27 FEV 201317h59

Mobilização e muita resistência. Essa é a palavra de ordem no meio sindical portuário em todo País. Após a greve da última sexta-feira (22) nos portos, líderes sindicais de portuários e avulsos começam hoje, em Brasília, a costura política no Congresso Nacional, visando garantir direitos e principalmente o mercado de trabalho das categorias.

Uma audiência pública no Congresso Nacional e uma nova reunião na Casa Civil constam na agenda do movimento sindical portuários.. Os dois compromissos fazem parte da importante agenda que as lideranças dos nove sindicatos portuários de Santos terão, junto com demais sindicalistas do País, na Capital Federal.

O primeiro deles acontece hoje, no Congresso Nacional, e reúne diversos representantes do seguimento marítimo para discutir, em audiência pública, os rumos da Medida Provisória 595. Acompanham os sindicalistas neste encontro os deputados federais, Márcio França (PSB-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho da Força.

Além deles, estarão presentes os representantes da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes, Consertadores, Vigias, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navio (FENCCOVIB).

Expectativa - Uma nova greve nos portos, por 24 horas, pode ocorrer se não houver consenso (Foto: Matheus Tagé/ DL)

A presença do relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) está sendo aguardada pelos dirigentes. “É a peça chave de todo esse processo e por isso a nossa atuação deve ser focada nele, sobremaneira por ser o nome escolhido para representar o Governo que é o autor da MP”, disse o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

Não menos insatisfeitos com o novo marco regulatório dos portos, empresários do setor também participam da reunião pública. A lista de presença deve contar, ainda, com senadores e deputados federais que compõem a comissão parlamentar mista formada para apreciar as 645 emendas apresentadas à MP.

Para o presidente do Sindicato dos Guindasteiros(Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, a realização dos dois eventos é fruto da mobilização dos trabalhadores. “O Governo cedeu e abriu um canal de comunicação para que a categoria fosse ouvida. Temos que aproveitar e garantir nossos direitos”.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Porto de Santos, Valdir de Souza Pestana, é preciso cobrar do Governo Federal uma posição definitiva sobre o assunto. “Precisamos saber se essa trégua é para se firmar um compromisso sério ou se é apenas um modo protelatório. Essa abertura é muito importante, desde que não seja uma estratégia governamental contra os trabalhadores”, diz o sindicalista.