Metalúrgicos da Usiminas de Cubatão aceitam reajuste de 5,83%

Embora a proposta patronal seja abaixo da proposta do sindicato, os trabalhadores terão férias com remuneração dobrada

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25 JAN 201323h44

Trabalhadores e Usiminas de Cubatão chegaram ao consenso para o Acordo Coletivo de Trabalho 2009/2010. A proposta patronal de reajuste salarial de 5,83% (com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC) foi aprovada pela categoria na assembleia realizada ontem, na sub-sede do Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista (Avenida Ana Costa, 55).

A proposta foi enviada ao sindicato na última sexta-feira. Na ocasião o presidente Alvemi Cardoso Alves afirmou, sem citar o índice apresentado, que a proposta estava muito abaixo do que reivindicavam – 7,5%.

Porém, de acordo com o vice-presidente do Sindicato, Florêncio Resende de Sá, o Sassá, a empresa aceitou a reivindicação da categoria do retorno das férias em dobro (remuneração dobrada), o que compensou, segundo ele, a oferta de aumento salarial.

Segundo Sassá, o reajuste salarial de 5,83% será repassado a cerca de cinco mil trabalhadores ativos da Usiminas, retroativo a maio, data-base da categoria.

Contribuição negocial

Os trabalhadores concordaram ainda na assembleia de ontem com a contribuição negocial em valor único R$ 30, proposta pelo sindicato. A arrecadação será destinada aos empregados demitidos em maio, conforme explicou Sassá.

Audiência no TRT

As negociações para os empregados demitidos da Usiminas Cubatão continuam abertas. Hoje, haverá uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho, na Capital paulista, a partir das 14 horas.

O vice-presidente do sindicato informou que a empresa poderá apresentar uma nova proposta para a situação dos funcionários que foram dispensados em maio e constam da lista entregue pelo Sindicato. A lista contém 80 nomes de trabalhadores com problemas de saúde ou em vias de aposentadoria.

Porém, Sassá disse que não tinha mais detalhes sobre a proposta da empresa para hoje. A audiência foi convocada pela Usiminas. Na audiência da última quinta-feira, no TRT, a Usiminas de Cubatão propôs pagar o INSS por um ano e o plano de saúde por seis meses a dez funcionários demitidos da lista. Na ocasião, segundo o presidente do Sindicato, a empresa não acenou para a possibilidade de reintegração de trabalhadores.