Metade das merendeiras de Guarujá deverá entrar em greve

Nesta quinta-feira (26), elas protestaram em frente a prefeitura, onde foram recebidas, em comissão, pelo secretário municipal de governo, Cândido Garcia Alonso

Comentar
Compartilhar
26 DEZ 201319h51

Das 280 merendeiras que prestam serviços terceirizados às escolas e creches municipais de Guarujá, 140 não receberam a segunda parcela do 13º salário. E deverão entrar em greve a partir de quinta-feira, 2 de janeiro.

Nesta quinta-feira (26), das 7h30 às 14h30, parte delas protestou em frente a prefeitura, onde foi recebida, em comissão, pelo secretário municipal de governo, Cândido Garcia Alonso.

A prefeitura mostrou às profissionais e ao presidente do sindicato dos trabalhadores de refeições coletivas da região (Sintercub), Abenésio dos Santos, que nada deve à empresa terceirizada Denadai Convida.

Na sexta-feira passada (20), seu gerente comercial, Fernando Arouca Denadai, havia dito ao sindicalista e às trabalhadoras que a prefeitura lhe devia R$ 2 milhões.

Na segunda-feira (23), a empreiteira Coan ERJ, que também estava com a segunda parcela do abono de Natal atrasada, fez o depósito para outras 140 merendeiras.

Na reunião desta quinta-feira, que começou às 11h30 e terminou às 13h30, o gerente da Denadai comprometeu-se, perante representantes do Sintercub e da prefeitura, a solucionar o problema nesta sexta-feira (27).

Além da parcela em atraso do 13º, o sindicato exigiu o pagamento de multa correspondente a 50% do piso salarial de R$ 839, por causa de desrespeito ao acordo coletivo de trabalho.

As merendeiras deverão entrar em greve a partir de quinta-feira, 2 de janeiro (Foto: Paulo Passos)

De início, o empresário concordou em pagar montante de R$ 839 por empregada, correspondendo à metade do 13º e à multa por quebra do acordo coletivo. No total, seriam R$ 117.460.

Ao final da reunião, quando os representantes da prefeitura haviam se retirado, o gerente da Denadai votou atrás e se comprometeu apenas com a metade do 13º, o que não foi aceito.

Durante a tarde, Abenésio ligou para a empresa e recebeu nova proposta: em vez da multa, um vale refeição de R$ 95 para cada trabalhadora. O sindicalista e a comissão, porém, não aceitaram.

Durante o protesto, a categoria fechou o acesso ao estacionamento de veículos autorizados da prefeitura. Duas viaturas da Polícia Militar e uma da Guarda Municipal estacionaram nas imediações.