Líder dos aposentados fica revoltado e contesta decisão do governo

Ele diz que Governo quer fazer caridade com dinheiro dos aposentados.

Comentar
Compartilhar
27 DEZ 201222h41

"Parem o mundo que eu quero descer", foi desta forma que Warley Martins, presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados (COBAP) reagiu no site da entidade ao saber que o Governo vai conceder benefícios do INSS aos jogadores de futebol.

"Quase morri do coração ao ler a notícia que os jogadores que fizeram parte das seleções brasileiras campeãs mundiais de 1958, 1962 e 1970 receberão um prêmio de R$ 100 mil, além de uma pensão mensal paga pelo INSS no valor do teto".

Ele diz que essa conta será paga com o dinheiro dos aposentados. "Ou seja, vamos ajudar esses ex-atletas a ficarem um pouquinho mais ricos. É um absurdo".

"Milhões de aposentados na miséria clamando há anos por um reajuste decente e o Governo Federal resolve fazer "caridade" com o nosso dinheiro para fazer média com alguns craques milionários. Será que esses campeões do mundo precisam mais que os aposentados?", questiona o líder sindical.

E prossegue: "Já que "Dilma Noel" resolveu ajudar os ex-jogadores, deveria então pagá-los com os recursos da União e não novamente desfalcar o caixa da Previdência Social, como já vem fazendo com a desoneração da folha do INSS. Não é justo. Existem milhões de brasileiros que trabalham a vida toda e na hora do merecido descanso se aposentam com um salário de fome e ainda são submetidos ao Fator Previdenciário, reduzindo ainda mais seu benefício.

Não se esqueçam que os clubes de futebol são os grandes devedores da Previdência Social. Enquanto isso, no mesmo dia, a ilustríssima presidente Dilma vetou com a mesma caneta o projeto de lei do senador Paulo Paim para que os trabalhadores pudessem antecipar o saque das cotas do PIS dos 70 para os 60 anos de idade.

Ela alegou que essa proposta traria um "impacto negativo" ao patrimônio do Fundo PIS/Pasep. Mais uma vez, dona Dilma desrespeitou seu companheiro de partido e amigo Paulo Paim e mostrou que não está nem aí para os aposentados brasileiros.

E conclui: "se continuar assim, brevemente teremos uma Previdência Pública falida".