Greve dos servidores do INSS teve pouca adesão na Baixada

Sinsprev acredita que liminar do STJ suspendendo o movimento tenha “assustado” os servidores

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27 JAN 201320h52

Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 17 estados brasileiros aderiram à greve, ontem, mas, as sete agências da Previdência Social, na Região da Baixada Santista e Vale do Ribeira, que atendem segurados de Guarujá a Registro, funcionaram normalmente, no primeiro dia da mobilização.

O diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev-SP), na Baixada Santista, José Jorge Prado, espera que haja uma maior adesão por parte dos servidores da Região.

A greve nacional dos servidores do INSS é pela revogação da Resolução 65 que aumenta a jornada semanal para 40 horas e reduz em 25% a remuneração salarial da jornada de 30 horas. A categoria reivindica a manutenção da jornada de 30 horas, sem redução salarial. “A jornada de 30 horas é mantida desde 1984. Além disso, somos contra o critério de produtividade, que dependendo da avaliação, o servidor pode até ser demitido”.

Jorge acredita que a baixa adesão ao movimento na Baixada Santista pode ter relação com a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando a suspensão da greve. Para o ministro do STJ Og Fernandes, a greve é “abusiva e precipitada”. Ele estipulou ainda multa no valor de R$ 100 mil para cada dia de greve, a ser paga pela Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps) caso o indicativo de greve se concretizasse e a paralisação tivesse início.

Segundo o ministro, a Fenasps não teria cumprido os requisitos legais para a realização do movimento grevista, uma vez que não houve prévia existência de negociação frustrada.

De acordo com Og Fernandes, a redução da jornada com salário proporcional para o servidor do INSS estava prevista em acordo assinado pela Fenasps. Em Brasília e no Rio de Janeiro, os postos do INSS atenderam ontem apenas as perícias médicas. Em São Paulo, de acordo com estimativa da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sindiprevi-SP), a paralisação mobilizou 60% dos trabalhadores.

Em nota, a Fenasps classificou a ação do INSS no STJ como uma “tentativa do governo Lula de intimidar a categoria. ”A entidade prometeu responder “com maior mobilização e organização” na greve.

Segundo a Fenasps, a paralisação foi confirmada em 17 estados: Santa Catarina, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Ceará, Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Amazonas.