Greve dos Estivadores de Santos recebe apoio de entidade internacional

O IDC é uma entidade formada por 92 organizações de 41 países, com mais de 100 mil pessoas filiadas

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15 MAR 2019Por Glauco Braga09h00
Os estivadores de Santos participaram de uma reunião na Parede P3 na manhã de ontemFoto: Fabiano Pereira/Divulgação

O Sindicato dos Estivadores de Santos realizou, ontem, uma reunião com a categoria na Parede P3, no Centro da Cidade. Além dos trabalhadores, esteve presente o coordenador da International Dockworkes Council (IDC),  na América Latina  e Caribe, Cezar Luna.

Durante a reunião, os assuntos  abordados  foram a continuidade da greve, aprovada na assembleia, que se encontra em caráter permanente. Outra acontece no dia 19/03, terça-feira,  às 9hs, após o julgamento em Brasília , no dia 18/03, do dissídio de 2016.

A visita  de Luna à Cidade é em decorrência da preocupação de todos os trabalhadores portuários da América Latina com a situação que está ocorrendo no Porto de Santos. Ele entende que, caso as empresas consigam rasgar as leis brasileiras que representam os direitos dos trabalhadores portuários, isso poderá atingir  todos os países da América Latina.

"Não é possível que os nossos representantes políticos não entendam a gravidade do assunto, enquanto representantes de outros países estão vindo ao Brasil para discutir a situação". Afirma Rodnei Oliveira, Presidente do Sindestiva.

IDC

O IDC  é uma associação internacional sem fins lucrativos, formada por 92 organizações de 41 países, com mais de 100 mil integrantes afiliados. A sua missão é manter os padrões de trabalho que melhorem o bem-estar econômico e social dos trabalhadores portuários em todo o mundo. O IDC atua como interlocutor para formar políticas justas e sustentáveis e promover as melhores práticas em todo o setor marítimo. A IDC foi oficialmente fundada em 27 de junho de 2000, em Santa Cruz de Tenerife (Ilhas Canárias), Espanha.


Portos e trabalhadores portuários em todo o mundo enfrentam, portanto, uma série de problemas comuns. Estes incluem perda de emprego, redução da qualidade do serviço, aumento do risco de acidentes, insegurança no trabalho etc.

 

 

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