Greve de servidores estatutários prossegue hoje em Santos

Primeiro setor paralisado pelo sindicato foi o Degepat, na Rua Amador Bueno com Riachuelo

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07 MAR 2017Por Da Reportagem10h50
Reajuste salarial tem mobilizado servidores em atos públicos, manifestações e agora em greve por setoresReajuste salarial tem mobilizado servidores em atos públicos, manifestações e agora em greve por setoresFoto: Matheus Tagé/DL

Por duas horas, das 8 às 10 de ontem, o Sindicato dos Estatutários Municipais de Santos (Sindest) paralisou, na manhã de ontem, o Degepat (Departamento de Gestão de Pessoas e Ambiente de Trabalho) da prefeitura.

A concentração foi na esquina das ruas Amador Bueno e Riachuelo, no Centro, com adesão, segundo o sindicato, de mais de 100 servidores. A chamada ‘greve pipoca’ prosseguirá nesta terça-feira , em local ainda a ser definido pela direção sindical.

O presidente do Sindest, Fábio Marcelo Pimentel, considerou “excelente” a participação dos servidores na paralisação. Segundo ele, muitos queriam continuar parados o dia inteiro. O protesto foi encerrado com execução do hino nacional.

Diante disso, o sindicalista pensa em paralisar as atividades desta terça-feira por quatro horas, até o meio-dia. E pondera que a seguinte poderá ser o dia inteiro. “Tudo vai depender do apoio do pessoal a essa ­modalidade de greve, bastante utilizada no meio operário”.

O movimento foi aprovado em assembleia da categoria, na noite de quinta-feira (2), em represália à falta de proposta do executivo para a data-base de fevereiro. Cada dia será paralisado um setor diferente, por tempo indeterminado.

O presidente do Sindest  conclui: “A paciência do servidor se esgotou. Tentamos negociar até o limite do possível. A Administração Municipal não quer dialogar e não concede o reajuste, pelo jeito quer o confronto, paga para ver o nosso poder de mobilização, então temos que dar a resposta com a arma que dispomos, que é a greve”.

A Prefeitura de Santos, por sua vez, diz em nota, “apesar da situação financeira, propõe-se a corrigir em 5,65% (índice inflacionário), os valores da cesta básica e do auxílio alimentação”.