Sindical e Previdência

Greve de estivadores paralisa operações no porto de Santos

Sindicato dos Estivadores quer manter a paridade de 50% nas operações portuárias

Da Reportagem

Publicado em 01/07/2016 às 20:26

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Trabalhadores estavam revoltados pelo fato de não terem suas reivindicações atendidas até agora pelo Sopesp / Rodrigo Montaldi/DL

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A greve de 24 horas, deflagrada ontem por estivadores de Santos, paralisou operações portuárias no período da manhã. Segundo a diretoria do Sindestiva, o único terminal em funcionamento foi o da Santos Brasil, na margem esquerda do porto, em Guarujá, que trabalhou com a tripulação de um navio atracado.

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“Os terminais não podem trabalhar com a tripulação”, destacou Rodnei Oliveira da Silva, Nei, presidente do sindicato. “Além de desrespeitar as leis dos portos e de segurança do trabalho, coloca em risco a vida dos ­trabalhadores”.

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O presidente do sindicato mencionou que o serviço de estivagem, embora muita gente não saiba, exige conhecimento, experiência e técnica”, explicou o sindicalista. “Não é qualquer um que tem condições de executá-lo”.

Nos demais terminais privativos e no porto público administrado pela companhia docas do estado de São Paulo (Codesp) os serviços foram paralisados.

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A categoria reivindica resposta do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) às reivindicações de data-base de 1º de março e defendem a paridade de 50% de trabalhadores avulsos em atividade nos terminais, enquanto os empresários do setor insistem na vinculação de 66% da mão de obra.

Sopesp lamenta greve e diz que cumpre decisão judicial

As empresas que compõem a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), em nota da assessoria de imprensa alegam que  estranham e lamentam a greve dos estivadores. Afirmam que estão cumprindo decisão judicial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), numa ação impetrada pelo próprio Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva).

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“Pela quarta vez consecutiva o Sindestiva teve recurso negado pelo TST. Em despacho nesta quinta-feira, dia 30 de junho, o ministro Emmanoel Pereira, vice-presidente do TST, considerou “manifestamente incabível” a medida cautelar impetrada pelo Sindestiva, indeferindo o pedido e mantendo assim em vigor o Acórdão do Tribunal para que as empresas da Câmara de Contêineres do Sopesp efetuem o percentual de 66,6% de suas operações com estivadores vinculados a partir da data de hoje, 1º. de julho”, justifica o Sopesp.

E conclui” As empresas sempre buscaram a negociação. Quem buscou a Justiça foi o Sindestiva. E quem definiu o percentual de 66,6% foi o Acórdão judicial. As empresas respeitam decisões judiciais”.

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