‘Governo oferece esmola aos portuários’, diz Paulinho

Em entrevista ao Diário do Litoral, deputado Paulo Pereira da Silva diz que se Governo endurecer haverá nova greve

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03 MAR 201314h00

“O Governo quer quebrar o Porto e oferece esmola aos portuários, mas os trabalhadores querem emprego, lutam pela preservação de seu mercado de trabalho, e nós vamos brigar pelos direitos desses companheiros”.

A afirmação é do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e foi feita ao DL, na sexta-feira (1º), em Praia Grande, no encerramento do seminário da Fecomerciários. Ele não descarta novas greves no Porto, caso as negociações não avançem.

Paulinho disse que estudou muito bem a questão nos últimos meses. “O Governo ou não sabe o que está fazendo, ou então está agindo de má-fé com os trabalhadores”. E responde: “quero acreditar na primeira hipótese, pois nesse caso nós vamos reverter a situação e garantir o mercado de trabalho dos portuários”. Ele prossegue: “nós não levamos ao governo a reivindicação de uma “renda mínima” ou “seguro-desemprego” para os trabalhadores dos portos. O Governo está querendo desviar do foco”.

Trégua - A trégua entre Governo e portuários vai até dia 15. Negociações prosseguem neste segunda-feira (4) (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Paulinho afirma que do jeito que as coisas estão inseridas na MP-595, o Governo está privilegiando grandes empresários como Eike Batista, Gilberto Miranda e o Grupo Odebrecht. “E, agindo assim, vai matar o sistema público e os trabalhadores vão perder seus empregos”. Ele diz que o ideal é o Governo oferecer isonomia dos custos. “O Ogmo, por exemplo, tem que fornecer mão de obra tanto para o porto público quanto para o setor privado”.

Outro ponto destacado pelo sindicalista é a terceirização da Guarda Portuária. “Isto não tem cabimento. Estamos falando de área de fronteira. Se isto ocorrer, será a liberação geral do tráfico de drogas. Nem a Margareth Thather (ex-primeira-ministra britânica chamada de “Dama de Ferro”) se quisesse, conseguiria fazer isso, então o Governo brasileiro tem que refazer esse projeto e estamos aqui para ajudá-lo. Depois será muito tarde”.

Apoio - Deputado Paulinho, da Força Sindical (Foto: Matheus Tagé/ DL)