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Estivadores de Santos denunciam mão de obra irregular

Sindicato garante que trabalhadores do Bloco estão sendo convocados; empresários não veem ilegalidade

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08 MAR 2019Por Glauco Braga09h30
Os estivadores de Santos estão em greve há oito dias e protestaram em frente à BTPFoto: Nair Bueno/DL

O Sindicato dos Estivadores de Santos e região criticou, ontem, a posição do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) que está arregimentando trabalhadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores de Bloco para atuar nos Terminal de Contêineres, composto pelas empresas Santos Brasil, BTP Terminal, Ecoporto, Embraport e Libra.

Os estivadores avulsos estão em greve por tempo indeterminado desde 1º de março, contra decisão da Justiça que obriga as empresas a contratar apenas trabalhadores vinculados, com registro em carteira.

A diretoria esteve reunida com os dirigentes do Bloco e o presidente da entidade, Wilson Roberto de Lima, que garantiu que não participou de nenhuma reunião com as empresas da Câmara de Contêineres sobre vinculação de trabalhadores do Bloco, e que sabe que os portuários estão sendo procurados. Os estivadores, de acordo com o Sindicato, foram chamados para trabalhar durante o Carnaval e que os convocados não realizaram exames médicos.

Admitiu

A Câmara de Contêineres do Sopesp, por meio de sua assessoria de imprensa, admitiu que vem utilizando mão de obra do Sindicato dos Blocos."Os trabalhadores de bloco sempre atuaram, a bordo dos navios nos serviços de estivagem, nas operações dos terminais. Todas as contratações de trabalhadores atendem integralmente a legislação do trabalho portuário e decisões judiciais".

As empresas negaram qualquer irregularidade nas contratações, que já estavam em andamento, desde a publicação dos editais, efetuadas no dia 04 de fevereiro. "Todos os trabalhadores contratados estavam aptos ao trabalho pelo OGMO inclusive com ASO válido", diz a nota.

Mesmo assim todos passaram por exame médico admissional, com emissão de novos ASOs, havendo inclusive quando necessário um médico no próprio terminal. Também todos os contratados passaram por treinamentos e procedimentos de integração".

 

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